segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Benassi 916: Alguns upgrades


Fabio Benassi segue aprimorando seu Gol turbo de numeral 916 para a temporada de corridas 2010. Benassi comprou o Gol "pronto" de um piloto de Minas Gerais, que corria pela categoria TD-A, ou simplesmente "turbo A". Porém o piloto gaúcho não estava satisfeito com os resultados do carro (melhor tempo de 12,5 segundos na mão do antigo dono) e nem com a mecânica do carro. 

Então As primeiras modificações de Benassi foram trocar as rodas e os pneus, instalar o Boost Controller da FuelTech, trocar as bombas de GTi por uma unidade OBX e tirar a caixa de câmbio forjada do Sapinho para colocar uma caixa de câmbio original de Gol GTi, que poucos sabem, mas é também a caixa de vários Audi e do Porsche Boxster.

 Gol antes e depois de Benassi

Com essas modificações, o Gol chegou ao tempo de 11,6, mas ainda não apresentando seu melhor rendimento. Sem falar na ocasião em que o carro perdeu uma puxada em Guaporé para o "Fritz OneFourSeven", quando a sua válvula de alívio se desprendeu do coletor com flange e tudo, deixando o carro sem pressão de turbo. 

Foi então que Benassi decidiu dar fim na problemática instalação antiga. E para isso contou com os serviços da Sprint, que consertou o coletor fazendo uma soldagem pelo superior processo TIG (Tungsten Inert Gas) e também alguns reforços, para que a quebra não volte mais a acontecer. 

Feliz com o resultado do coletor, Benassi levou o carro mais uma vez para a Sprint, agora para efetuar a troca de todas as tubulações, fazendo uma pressurização em aço inox de 2 1/2" e toda a instalação do intercooler frontal, que é herança de uma Parati dos irmãos Andreis, que rodava em 2006.

 
 

A instalação foi feita com as já tradicionais presilhas desenvolvidas pela Sprint e muito copiadas em diversos carros de categorias tradicionais. Esse sistema permite que se utilize abraçadeiras comuns e sem o aperto demasiado, que danifica os mangotes, mas não garante a sólida fixação dos tubos. Tem vantagem também sobre o sistema V-Brace, pois propicia uma junta flexível, ideal para minimizar as trincas de fadigamento decorrentes das vibrações do motor. Essas trincas ocorrem pois metade da tubulação é fixa no motor e a outra metade no intercooler, que está fixo ao monobloco, forçando assim as junções. Com esta instalação, a pressurização do Gol 916 está apta a trabalhar com mais de 4 bar de pressão sem o risco de falha na tubulação ou junções.


A fixação do intercooler também foi feita com suportes especialmente fabricados para o carro, totalmente reforçados para evitar falhas na hora da competição. A frente teve de ser recortada para que o grande radiador pudesse ocupar seu lugar. Em substituição às chapas que estruturavam os faróis, a grade e a fixação do capô, foi feita uma estrutura tubular em aço carbono, que é aparafusada ao carro e mantém tudo fixo, firme e alinhado em seu lugar. 

 
A pressurização em si também foi bastante difícil de executar, pois apesar de ser uma seção relativamente curta de tubos, o espaço que havia para eles não havia sido planejado, já que turbo, coletor e válvulas foram feitos para um carro e o intercooler para outro. A solução foi o uso das tradicionais curvas "gomadas" da Sprint, que são feitas a partir de várias seções de retas soldadas através do processo TIG e depois polidas por dentro e por fora, conseguindo assim passar uma tubulação mista de 2 1/2" e 3" pelos espaços mais apertados. Um mix de curvas industrializadas de raio constante, curvas gomadas com múltiplas seções, cones excêntricos e outras soluções, foi utilizado no projeto. 

 
   
  

Outro peça que Benassi queria se livrar o quanto antes, era a saída de escape do carro. Apesar de ser confeccionada em 3" pelos antigos preparadores, a peça era muito feia e mal acabada, pois fora fabricada através de um processo de dobra que produz pregas e distorções no metal. A flange era também de péssimo acabamento e como a peça não havia recebido nenhum acabamento ou proteção contra a corrosão, já apresentava aquela tonalidade marrom, característica da ferrugem em metal não tratado.  Foi fabricado então um novo downpipe e aço inox, com curvas de 3" com diâmetro constante e raio aberto, para o melhor fluxo dos gases. A soldagem TIG com adição de material garante a resistência da peça e o acabamento polido dá o visual desejado.

 

Após tudo concluído, o retorno de óleo para o turbo também teve de ser modificado, pois não havia mais espaço para um retorno comum e mesmo na intalação anterior o retorno de mangueira (mesmo sendo uma mangueira de borracha de alta qualidade) não estava aguentando o calor e já começava a derreter, o que era o prenúncio de mais uma falha - e talvez grave - na pista. ma falha assim pode não só comprometer uma corrida com possibilidades de vitória, mas também o turbo e até mesmo o motor do carro, já que grandes volumes de óleo passam por ali. E na pior das hipóteses esse óleo poderia acabar sob o pneu dianteiro direito e o Gol 916 poderia acabar no muro. Para um carro que anda sempre acima de 200km/h, uma colisão assim poderia trazer consequências ainda mais graves não só para o carro, mas também para o piloto.

 
Para concluir o serviço, todos os parafusos da instalação foram substituídos pelos Alen de Aço inoxidável e a válvula de prioridade da Mack Teck recebeu um "overhauling", ára melhorar sua aparência ja desgastada. 


Veja o resultado nas fotos e confira também o Blog do Benassi.





Xtreme 147: Pontapé inicial


Pensem assim, é como um 147 - o  One4Seven que todos conhecemos - só que com esteróides. Vai  ter a cara de 147, motor  Fiasa de 147, aparencia de 147, mas com a verdadeira alma de um carro de corrida. Tera um chassi tubular muito mais forte e resistente que um monobloco de chapa, com medidas  diferentes do 147 "normal", um pouco mais longo e com a distribuição de peso otimizada para a tração, que sera dianteira como no carro original. Em caso de acidente - o que ninguem quer, mas  ninguem esta livre -  estar dentro de um tubular é algo que deixa as noites de sono mais tranquilas.

É claro que esta é uma descrição genérica do que vai acontecer. Aqui começa um caminho que vai parecer  penoso e longo para uns, fantastico para outros, mas com certeza não deixara  aqueles que nos acompanham indiferentes. Na medida que o projeto for andando, vamos ir postando aqui as coisas que estão sendo feitas, uma espécie de passo a passo para quem quiser copiar, se inspirar ou apenas curtir e deixar a imaginação correr.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Kadett 1320


O objetivo não era despejar uma fortuna em cima do carro e nem transformá-lo do dia para a noite em um dragster. Por isso o investimento foi sendo feito também aos poucos e em etapas, para não pesar para ninguém. Assim seria mais fácil chegarmos ao nosso objetivo final, que era colocar o carro para correr na pista.


Clique AQUI para ler tudo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

E segue o projeto do Fiat 600 para correr na AD


"Tirei o carro do limbo e do ostracismo para dar inicio ao que vai ser uma longa história...

Comprei o carro em uma semana pensando em começar o projeto logo na outra. Doce ilusão!

“Larguei” o carro na loja de um amigo (Fernando Guria), e ficou parado lá uns dois meses até que ele me despejasse hehe. “Estacionei” o carro em uma garagem com a idéia de desmontá-lo aos poucos. Doce ilusão! O carro ficou lá intacto quase três meses.

Mas com a graça de Deus meus “pobremas“ começaram!!! Meu pensamento era levar o Fito primeiro para o chapeador e depois fazermos as adaptações mecânicas, elétricas e nucleares.

A ordem dos fatores mudou um pouco, eu acho!

De qualquer forma antes de mais nada, precisava desmontar o Fiat. Eis que os SPRINT olharam o carro e a merda já começou a pegar preço!!!"



 





sábado, 30 de janeiro de 2010

Lenha na fogueira e carvão na fornalha: TD assando a batata do Jeferson!


1320 - Você já correu dois campeonatos da AD, mas nunca em todas as provas. E ainda não chegou a disputar um campeonato inteiro. Qual o motivo disso?

TD - Em 2008 eu corri a primeira etapa com o meu VTS, que logo depois sofri um acidente com ele, acabei capotanto o carro. Então ficou mais difícil de correr nas outras etapas. Aí comprei a Marea, mas já tinham passado mais algumas etapas nas quais não pude comparecer, então voltei pra pista em Open Day e nas duas ultimas etapas de 2008.

1320 - Alguns membros da AD costumavam correr na rua, você era um desses?

TD - Sim, eu era um deles. Um ano antes de entrar pra AD corria na rua, como muitos já fizeram e infelizmente alguns ainda fazem. Corria muito inclusive, entre amigos. Mas também com estranhos, pois era o que eu tinha na época. Tinha Tarumã também e ia quando podia, não sabia da AD, mas a maior parte do tempo corria na rua mesmo. Em 2008 quando fui pra Santa Cruz e conheci a AD, que vi o propósito do grupo, a forma do campeonato, foi que resolvi entrar pra AD e largar as corridas de rua.

1320 - E pretende correr o campeonato todo de 2010?

TD - Claro, gosto muito do campeonato da AD, tenho muita vontade de correr um campeonato inteiro, ter a chance de ficar numa posição boa no classificação final. Consegui um 12º lugar em 2008 correndo apenas três etapas e minha idéia era chegar entre os dez em 2009, mas acabou não ocorrendo porque corri apenas duas. Mas estou me planejando para correr o campeonato de 2010 e todo de preferência.

1320 - Você passou por algumas dificuldades com a Marea Turbo, muitos criticaram a escolha do carro, mas assim mesmo você continuou com ela e continuou determinado a faze-la andar... O que pode nos dizer sobre isso?

TD - Tive problemas desde da hora que comprei, paguei o preço de ter pego um carro específico, com uma mecanica mais específica e além disso por até aquele momento ela nao ter sido cuidada, então  a manutenção estava muito ruim. Sobre as críticas, eu ouvi alguns elogios quando comprei ela por existirem muitas pessoas que gostam e admiram o carro. Mas logo após, com os problemas de mecânica que eu enfrentei,  muitos me falaram que era pra vender, comprar um carrinho barato pra pôr na pista e comprar outro para o meu dia a dia. Eu não queria outro carro para pôr na pista, queria a MWT, eu não quero ter um carro guardado na garagem pra usar seis vezes no ano, quero um carro forte, confiável para se eu quiser um dia, ligar e vir trabalhar, viajar, como ja fiz com a MWT há uns meses atras. Foi mais por isso que não me desfiz dela, por convicção do que eu tenho planejado para o carro e  principalmente por gostar e cuidar dele.

1320 - E apesar desses problemas, nas últimas provas o carro vem apresentando resultados melhores, isso quer dizer que você conseguiu encontrar o caminho?

TD - Sim consegui sim. Logo após o inicio dos problemas, nas primeiras mexidas em preparação, eu resolvi fazer tudo de mecanica para deixar essa parte 100%. A partir daí eu prepararia ela denovo com tranquilidade para não ter problemas. Feito isso, na ultima etapa eu consegui ir pra pista, depois de meses sem correr, consegui baixar meu tempo e principalmente consegui ter certeza de que o carro está com potencial para baixar mais ainda. Mesmo enfrentando um penqueno problema na válvula de prioridade na ultima etapa, de resto o carro está ótimo

1320 - E sabendo disso agora, qual a sua estratégia para andar no campeonato?

TD - Eu tenho algumas manutenções a fazer na MWT, minha turbina começou a fumar por ser original e eu usar mais pressão do que ela aguenta. Então vou trocar, colocar uma maior pra tirar a potencia que eu quero sem forçar a turbina. Tenho mais algumas alterações em mente que vou fazer antes da primeira etapa, mas
sempre querendo manter a MWT estável. Sempre pensei nisso, sempre quis isso, por achar quejustamente isso podeme fazer ter grandes resultados no campeonato, minha estrategia é basicamente essa: Ter o carro forte e confiável para poder correr todas as etapas.

1320 - E pretende andar em qual classe de tempo?

TD - Eu virei 14,7 na ultima etapa. Então a curto prazo a 14s poderia ser a mais óbvia, mas como não custa nada ser ambicioso, pretendo em não muito tempo entrar na 13s e minhas alterações visam isso inclusive, buscar mais na frente andar na 13s.

1320 - Então a estratégia é ser constante nos 13. E que alterações seriam essas?

TD - Acho pouco provável que já comece o campeonato entrando nos 13, cada alteração no carro muda completamente a forma de levar ele, então vou ter que me adptar e ir baixando meu tempo, assim que atingir a 13, ai pretendo ficar constante nessa faixa de tempo. Já tenho comprado uma turbina maior que a original da Marea, junto com um Coletor novo, com um melhor fluxo, já que o original restringe até pensamento. Para ter mais chão tenho um par de Advans, para melhorar bastante meus 60 pés, mas baixar principalmente até os 201m. E mais umas coisinhas que vou colocar para garantir que nada quebre, já que minha ideia é ter um carro confiável, mas o principal é turbina, coletor e pneus.

1320 - Os carros e pilotos da AD estão cada vez mais competitivos. Iniciamos o ano passado com os melhores  na casa dos 12 e acabamos na casa dos 11 baixos. No ano que vem a promessa que todos tomam por quase certa é a de tempos na casa dos 10 segundos. Mas alguns pilotos já fizeram história e mostraram que é possível chegar muito bem no campeonato com carros não tão rápidos. Alguns exemplos são o Timmers que chegou muito bem com um carro da 16 e o Mateus do Civic nitro, que por dois anos ficou muito bem colocado andando na casa dos 14 e dos 15, tendo inclusive faturado um terceiro lugar. Esse ano foi o Otávio Bresolin com o Vectra GSi que acabou a temporada em quarto com um carro que disputa na 15. Seu carro teve o melhor tempo até agora de 14,745, mas vem evoluindo muito. Você acha que dá para tentar beliscar um campeonato com a estratégia certa à bordo da sua Marea?

Abaixo: Otávio Bresolin ã bordo de seu vectra GSi, João Timmers ao lado de seu Astra belga e Mateus Póvoa, ajudando a empurrar o Eclipse dos irmãos Andreis.

TD - O Sergio Fontes ganhou esse ano com uma estratégia boa, principalmente na última etapa, na última puxada. O campeonato da AD é diferente por isso, não basta apenas ir pra pista e virar um temporal, porque tem bonificações que se tu não levar alguem leva e no fim um carro de 15s, ganhando a classe e a melhor reação leva mais pontos que tu. Então com certeza da pra chegar muito bem posicionado com uma boa estratégia, mas pra isso tem que ter uma harmonia de carro e piloto, mas principalmente do piloto.


1320 - E como piloto, qual é tua estratégia para fazer essa diferença?

TD - Eu tenho que achar a melhor forma de levar o carro e achando a melhor forma, tentar fazer sempre desse mesmo jeito, ou pelo menos o mais perto disso, conseguir um padrão na forma de pilotar e errar o minimo.

1320 - E tem alguém te apoiando nessa empreitada?

TD - Tem sempre tem, sozinho é complicado. Quem mais me apoia, emocionalmente é minha namorada Kelin, tenho minhas idéias malucas e ela apoia. (risos) Na oficina que levo a MWT também tenho muito apoio, tanto que ja surgiu a Equipe Alzicar Racing e na última etapa estavam no Velopark me dando suporte. E meus planos também converso com eles, troco muitas ideias lá na Alzicar. E financeiramente tenho o apoio meu e do meu bolso. (risos)

1320 - Então o pessoal da Alzicar está te apoiando na oficina e também na pista?

TD - Exatamente, na oficina e na pista. E fora também somos amigos, então as vezes vou lá só para conversar mesmo, mas é quase impossível não falarmos da MWT, alterações, planos ou da Elba turbo que estão montando lá. O projeto é bem interessante, participo de algumas coisas, então esse ano pode ser que venha mais um carro da Alzicar Racing para andar na AD.

1320 - E esse ano não vão sair umas camisetas para identificar a equipe nas provas?

TD - Já estamos trabalhando nisso. Desde o ano passado já tinha algo planejado para mim, adesivos novos para a MWT e no fim do ano passado, com a criação da equipe Alzicar Racing começamos a desenvolver um logotipo para equipe. Assim que ficar pronto serão feitas camisetas sim, todos devidamente identificados!

1320 - E não vai sair um blog da MWT, para comunicação da equipe, contar as experiências na pista e na oficina?

TD - Eu sempre tive isso em mente de ter um blog, que normalmente eu chamo de bRog, mas não achava e não acho a MWT um projeto apenas de pista como a maioria. Mas to mudando esse conceito, acho que pode ter coisas a passar, etapas da preparação e está amadurecendo a idéia de ter o bRog sim, vai sair.
1320 - E sobre rivalidades? Como vai ser o pega com o Chevette do Jeferson?

TD - Rivalidades da AD sempre tiveram e essa é a graça, minha primeira com o Fritz, enquanto ele era um carro normal que nao andava tanto... (risos) Brincadeiras sempre rolam, com o Timmers também. O Jeff assumiu a bronca do Andreas, que ficou com medo de fazer MWT X BMW e assumiu o posto. Ele fez um tempo mais baixo que o meu, mas tenho coisas preparadas pra ele... Botar o "cheetos" no forno... (risos sinistros)

O "Cheetos" de Jeferson Saldanha e Gustavo Stock ao lado do famoso "Fritz 147"

1320 - (risos um pouco apavorados) Algo mais a acrescentar?

TD - Só que em 2010 a AD mate à pau, todo mundo ande muito e o Cheetos que me aguarde... (mais risos apavorantes)

E dá lhe TD! Que você mate a pau em 2010 também!