sábado, 21 de abril de 2012
Cuidado com o Véio!
Valdenir de Borba, mais conhecido nas arrancadas como "o Véio" está de carro novo. O vencedor do TOP16 da ND8, sempre orgulhoso de seu Chevette de rua com motor de Chevette mesmo, agora está na pista com um carro verdadeiramente de corridas. Um Chevette mais leve, com preparação de chassi mais séria. A mecânica? Segue a mesma: Motor de Chevette. Mas não menospreze, pois o pequeno dinossauro tem nada menos do que 505 cv nas rodas segundo o dinamômetro da Staudt Motorsports.
O carro já andou na pista de Tarumã, na casa dos 7 baixos. José Staudt, o preparador do carro promete mais melhorias, inclusive a instalação do infalível óxido nitroso. Aí sim o bicho vai pegar.
Concorrência: CUIDADO COM O VÉIO!
terça-feira, 24 de maio de 2011
Placa preta?
Placa preta? Porque eu acho que ela não vale nada!
"Não me leve a mal antigomobilista com sua placa escrita em letras brancas e fundo preto, admiro em si sua boa vontade em ir atrás deste tão sonhado (para alguns!!!) troféu da originalidade.
Leia todo o texto em: http://pivistico.blogspot.com/2010/08/placa-preta-porque-eu-acho-que-ela-nao.htmlNão sei se é porque ando com meu dodge da mesma forma que se ele fosse um carro comum? Talvez... vezes pela chuva, alguma estrada de chão, outra até com buracos, as vezes sujo, as vezes reluzente... enfim, meu carro não é digno da tal placa preta, e ele não quer mesmo. Ele quer a liberdade de poder ser diferente, customizado, a cara do dono, sabem como é, talvez os Darts originais tenham pneus muito finos e motores relativamente fracos... claro, bunda e opinião cada um tem a sua! Admiro muito carros com placa preta, não me levem a mal mesmo, adoraria um adorno destes em minha garagem, mas fica a pergunta, teria eu vontade de sair com um carro perfeito, lindissimo, impecabilissimo???
A placa preta acaba por exigir isso, um dono que mantenha todas as caracteristicas originais, andando com pneus diagonais muitas vezes, não podendo ter um motor muito diferente, mesma altura do original, tons de cor de acordo, bancos impecáveis e originais, radio que pega a estação CHIO DO MOTOR em OM (este o dodge tem, liga o radio, acelera e ouve o motor com um XXXXxxxXXXxxxxXxxXxxx!)."
E leia também mais sobre "carro, motor, cerveja, rock n roll e mulher, tudo pensando em nostalgias do passado e comentários sobre o atual" no Blog Pivístico
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| Pivas acelerando forte na ND2 de slicks e nitro no seu carro de uso: Totalmente outlaw. |
sábado, 7 de maio de 2011
A noite do Rato
Era uma vez, em 2005. As ruas de Porto Alegre estavam infestadas de rachadores, que pilouqueavam os mais diversos tipos de carros, desde originais dos pais, até os mais fortes quatro cilindros turbinados, V8 aspirados ou mesmo os melhores superesportivos que os filhos não tão pródigos da elite local pudessem oferecer.
Tínhamos rachas de turbos contra veoitos, volks contra chevrolet, fuscas contra gols, chevettes contra corvettes, carros contra motos, subarus contra voyages e o que mais você puder imaginar acontecia, logicamente sem regras. Botava do lado quem achava que dava e era isso.
Era uma época em que a cultura de carros fervilhava nas ruas, e que a galera corria na rua pelos mesmos motivos de sempre. Motivos que nos dias de hoje dificilmente podem ser justificados, exceto por um: De fato não havia opções alternativas para quem queria correr.
Esse caldeirão que misturava as diferentes ideologias das pessoas "envolvidas" acabou se transformando numa panela de pressão, que resultou logicamente em acidentes, mortes, mídia negativa e combate aos rachas por parte das autoridades. Isso tudo reduziu muito os pegas.
Tudo que ocorreu foi um passo necessário para a evolução e ao mesmo tempo também acabou resultando numa cultura de corridas alternativa, sem regras, que hoje começa a ser identificada pelo termo OUTLAW. Claro que ainda existe gente acelerando na rua de Porto Alegre e a grande verdade é que provavelmente isso jamais vai acabar. Mas a importância cultural dos pegas de hoje é bastante inferior ao que já foi. Hoje em dia um cara que se preza nesse meio tem que ter a coragem de ficar frente a frente com o pinheirinho.
Mas naquela época haviam os pegas. No beco, no aeroporto, no porto seco, no palácio do x... Mas o beco era, como diria um mecânico amigo meu: "o auge". E lá, entre pegas inesquecíveis e desimportantes, várias pessoas escreveram alguns capítulos de suas histórias, que em sua maioria só tinham importância mesmo para aqueles que estavam atrás do volante e talvez um pequeno grupo de amigos que iam lá para sentir a adrenalina e torcer pelo carro do seu camarada.
Dentre todos esses, um dos que mais me lembro foi o então conhecido como "acelera polêmico". Foi mais ou menos assim:
Influenciado por um dos apóstolos, Tupamaro havia comprado um Civic VTi modelo antigo. Logo descobriu que o umpontoseizinho era um pequeno diabo e que dava trabalho pesado para os dois litros. Assim, começou a "se envolver" na noite.
Papando alguns turbinhos mais fracos, alguns aspiradinhos e vários originais, o Rato - como era conhecido o carro - acabou encontrando dois rivais a altura.: O Sedici do Magro e VTS do Menudo. De início o Rato ganhava todas, mas aos poucos o Magro e o Menudo começaram a modificar seus bólidos, colocando filtro, escape, dosador, chip e etc. Até que chegou num ponto onde todos já tinham certeza de que o Rato haveria de ficar para trás.
Com os "ups", o VTi certamente também atingiria melhores performances, coseguindo encarar o Sedici e o VTS. Mas havia um problema: Nosso herói Tupamaro estava curto de caixa e não tinha a grana para fazer os "ups" no Rato. Cientes desse fato, seus adversários começavam a pressioná-lo, em certas ocasiões, publicamente. E nosso amigo Tupa era obrigado a abaixar a cabeça, dar desculpas e não topar o acelera.
Essas ocasiões foram se repetindo e os adversários ficavam cada vez mais confiantes e pressionavam cada vez mais o Tupa para que colocasse o Rato no beco, mas ele firme negava o pega com a justificativa de que não era mais necessário acelerar com eles, pois já havia lhes dado pau e afinal, pai é pai, não é padrasto. Mas no fundo todos já sabiam que se o Rato fosse pro pega, ia voltar com a bunda vermelha do espanco.
Até que numa dessas noites de quinta feira, o posto estava bombando. Tupamaro estava dentro da loja de conveniência, fazendo o lanchinho da madrugada. A loja é toda de vidro e Tupa vê chegar lá na rua um comboio de carros, à lá F&F e na frente vem o Sedici do Magro. Irado, o fino desce do carro e começa a gritar, da rua mesmo, para o Tupa dentro da loja:
"Hoje não tem mais desculpa! Tu vai ter que acelerar! Que que foi??? Tá arregando??? Tu sabe que vai tomar pau!"
Aquilo foi demais. A intimada foi brutal e na frente de todo mundo. Se o Tupa não aceitasse o desafio, iria ficar conhecido como O CAGALHÃO do VTi.
A conveniência virou a atenção de todos, que aguardavam o Tupa terminar de deglutir a última bocada de seu lanche, todos já preparados para a arregada monumental. Mas então, numa virada mais impressionante que a dos ciganos em "Snatch: Porcos e Diamantes" o nosso amigo Tupamaro pronuncia, tranquilíssimo, ainda limpando os farelos de empadinha da boca: "Ok então, se tu faz questão, vamos pro beco..."
UHHHHHHHH! A torcida fez o mesmo som que um estádio, quando o juiz marca a falta no limite da grande área.
Correria, função, todo mundo voando pro beco.
Lá a mesma baderna de sempre: Gente se batendo no caminho pro pega, macacada na ponte, pulando, louca pra nadar na lama do Dilúvio. Moda casa com uma cacetada de carros no oblíquo e a expectativa era grande. Os 3 alinhados: o Rato com o Tupa na pilota, o VTS do Menudo e o Sedici do Magro.
Largam. Primeira marcha é tudo meio parelho, se falta hp o Rato compensa no escalonamento. E de segunda e terceira é que vão falar os upgrades dos outros. Mas algo incrivelmente inesperado acontece e quando todo mundo esperava que o Rato começasse a ficar lentamente para trás, ele emite um som incrivelmente alto, e destracionando igual a turbo começa a abrir vantagem absurdamente. Não podia ser nada errado com os outros, afinal ambos andavam ali parelhos. Dificilmente os dois estragariam ao mesmo tempo.
Era o Rato mesmo que estava patrolando!
Chegando na modacasa o Tupa está vários carros na frente, passa dando aquele arromba e some da banda, pra nao aparecer mais naquela noite. A galera vai a loucura. Os oponentes descem dos carros batendo porta, ninguém sabe explicar o que houve. Até que um grita: "Ele tava com nitro!"
De fato, o Tupa já estava sentindo que os fatos se desenrolariam dessa forma e tratou de pegar emprestada com o Meu Dez uma garrafa de nitro. Montaram o kit na camufla e não falaram pra mais ninguém os sacanas! Ninguém sabia mesmo! Nem mesmo eu que já havia dado essa sugestão, sonhava que o carro estava nitrado naquela noite.
O resumo da ópera é que o Rato que já era meio capenga passou quebrado na moda casa. Queimou válvula e foi desmontado. Dali em diante virou projetão, nunca mais ficou pronto e a história virou uma lenda da noite.
Muitos reclamaram que não foi justo, que era sacanagem e toda aquela baboseira. Mas como todo mundo sabe, a única regra da rua é que na rua não há regras.
E aquela noite foi do Rato.
sábado, 13 de junho de 2009
Um pouco de nostalgia...

Em meados de 2006, surgiu pela primeira vez a idéia de uma associação de pilotos amadores de arrancada. Mas diferentemente da maioria das associações de pilotos de automobilismo que sempre estão atrás de modificações nos regulamentos, o que esses amadores queriam era simplesmente correr na pista, da mesma forma que corriam na rua.
Essa simplicidade de propósito no entanto, ocultava coisas muito maiores. Naquela época não se sabia, mas esse grupo estava resgatando o espírito do esporte: Competição lado a lado, ou heads up, como dizem os inventores do esporte. Tudo o que queríamos era competir uns com os outros, nas velhas regras da rua.
Dentro de pouco tempo o Complexo Cultural do Porto Seco - o famoso sambódromo - estava lotado de carros e pessoas para assistirem as disputas. Naquele momento foi iniciado um grande movimento por parte dos preparadores, das pessoas que gostavam de acelerar e até das que assitiam, em prol de uma arrancada de carros de rua dentro da pista.
O clima fervia! A cada prova os tempos baixavam mais e nas semanas que corriam entre as competições ficava-se sabendo que várias pessoas estavam preparando "surpresas". Ouvia-se de tudo, desde aqueles que respeitavam os carros que estavam andando na frente, até alguns mais confiantes, que achavam que bastava se inscreverem para terem a vitória no bolso, tamanha a suposta superioridade de seus carros. Mas como em todo bom esporte, quanto maior o salto alto, maior era o tombo!
Para nós especialmente, foi uma grande época. Competíamos com o que tínhamos e inventávamos novas soluções a cada prova, sempre baixando o tempo. Cada vez que o carro ia para a pista, era uma grande expectativa para saber se o motor iria sobreviver. Começava já pelo burnout: Quem já viu um VTI fazendo o rolo pode achar que tem uma idéia do que eu estou falando, mas o Civic 07 era bem diferente. Quando alinhava para esquentar pneus, com seu cano de escape reto, nitrando a quase 9000 rpm, a arquibancada inteira quase ficava surda.
A cada prova usávamos mais nitro e o barulho do motor ficava cada vez mais alto. Me lembro de ficar na arquibancada superior, ouvir o motor do Civic e pensar: "Agora vai botar tudo para fora"... Fazíamos o possível para isso não acontecer, mas há muito tempo o nível de potência do carro já tinha passado do razoável para um motor completamente original.
Os antigos adversários da rua foram ficando para trás...
E até hoje o melhor tempo do Civic no sambódromo ainda é uma marca de respeito para carros sem pneus slick. Se considerarmos que não era turbo, funcionava a gasolina e com o motor original, então o feito parece ainda mais impossível. Mas é tudo verdade.
...e novos desafiantes surgiam a todo o momento, como esse Gol de um piloto de arrancada local, mais conhecido por andar na FLTT e Turbo A.
Nas pistas T.O. Castro e seu Civic VTI de número 07 ganharam muitas puxadas e também foram os mais rápidos do dia muitas vezes. A concorrência sempre chegava perto, superando as melhores marcas antigas do carro, obrigando-nos a sempre evoluir.
Mas foi em 2006 que aprendemos que a arrancada é um esporte que não se disputa só nas pistas. O que acontecia nas oficinas e nas garagens era tão ou mais importante do que o dia da corrida em si. Era preciso pensar, trabalhar, modificar e criar soluções para fazer o carro não perder o domínio da competição e os adversários estavam muito melhor equipados! E quebrar também não estava nos nossos planos...
Enquanto estávamos na oficina quebrando a cabeça e as costas para tentar extrair cada pingo de performance que o carro poderia dar, os adversários perdiam o tempo e o foco acelerando na rua. Assim, foi rapidamente que esses adversários ficaram para trás e logo começaram a surgir turbos forjados, carros 4x4, V8 e toda a sorte de outros oponentes tecnicamente mais fortes. Foi realmente uma época muito empolgante.
Civic 07 contra o Maverick turbo de Jean Carlo: Polêmica no Youtube. Hoje Jean vira na casa dos 7 segundos nos 201 metros com o carro pela Associação Desafio.
Finalmente, quando o ano estava quase acabando, a concorrência veio realmente forte. O Civic conseguiu o tempo de 8,4 nos 201 metros do sambódromo, mas não foi suficiente. Três carros 4x4 entraram na disputa: Um Lancer Evolution preparado, uma Audi S2 modificada e um Eclipse GSX. O Civic ainda brigou bem, mas no final do dia ficou atrás da Audi e do Eclipse. Ainda que não tenha sido um grande consolo, ao menos a vitória se manteve na nossa equipe, com grande emoção no final, mas essa história fica para uma outra vez...
O importante é que apesar de não ter existido um campeonato da AD em 2006, podemos considerar que T.O. Castro foi nosso "Campeão Honorário" pilotando o Civic 07. Naquele ano os dois dominaram totalmente as provas e até hoje o Civic ainda é um ícone da Associação e suas marcas, até bem pouco tempo ainda estavam em nível de competir pela ponta, apesar dos anos parado.
Se você quiser ter uma idéia de como eram os dias em 2006, assista o vídeo abaixo:
Um pouco do dia a dia na oficina entre uma prova e outra.
domingo, 10 de maio de 2009
Ele é Desafio!
Mas entrar para o grupo da AD não significa necessariamente que você tenha que participar das provas do campeonato da AD, ou do TOP16. A AD é um movimento cultural que vem mudando a cara da arrancada através da mudança de mentalidade de seus membros. Ser AD significa compartilhar algumas idéias e conceitos diferentes dos tradicionais. Ser Desafio é fazer parte de um grupo que tem uma visão alternativa do futuro da arrancada.
Por isso, hoje trago uma postagem que é um relato de um cara chamado Flavio Vigna, que apesar de ser um membro do grupo, reside na região da fronteira do RS com a Argentina, o que traz algumas dificuldades para que ele participe de todas as provas da AD com seu Honda CRX nitro.
Flavinho resolveu participar de uma prova de arrancada em São Luiz Gonzaga, organizada pelo tradicional sistema de categorias. Seu objetivo era levar para a pista a rivalidade que existia entre ele e alguns amigos, mas apesar da paridade entre os carros, o sistema de categorias impediu-os de arrancarem juntos.
O texto, além da aventura de Flavinho, traz uma surpresa interessante no final. Confiram!
Na véspera de natal fui avisado por um conhecido que em São Luiz Gonzaga, ciadade vizinha à minha São Borja seria inaugurado o asfaltamento de uma pista de arrancada, 201m (por aqui quase só tem arrancadão na terra, veloterra de motos etc). Procurei informações e descobri que teria cronometragem oficial do Jaime Kopp. Marcada para o domingo entre o natal e o ano novo, a notícia mecheu com todo mundo que é envolvido com carros por aqui. No sabado à noite fui "intimado" por dois concorrentes fortes, um tem um Audi S3 e outro uma Silverado que não é brincadeira (o pessoal da Sprint já me ouviu falar muito dela...) E eu nem sabia se poderia correr, afinal tenho passado por incontáveis problemas com meu carro.
Já estava conformado que não ia participar porém acordei involuntáriamente pelas 10 da manhã de domingo e perdi o sono, mesmo numa mega ressaca. Respirei fundo e liguei pro pessoal da organização, afinal não sabia valores muito menos "em que categoria meu carro se enquadrava". Recebi como resposta um "vem pra cá que a gente dá um jeito" e um aviso que os treinos encerravam ao meio dia. Nesso momento, já agitado, tomei um banho rápido e fui arrumar o que precisava no carro (óleo, nitro, ferramentas, pneu e roda reserva...) Sendo 100km de distância, calculava coisa de uma hora de viagem, porêm tive que parar várias vezes até descobrir que uma porca de roda TRASEIRA estava solta (incrível, já não bastava o problema dos cubos dianteiros).
Chegando na pista, consigo ver outra silverado virando 10,5 num treino enquanto me inscrevia. Pensei comigo "se eu tenho um 10,5 em SCS e 10,3 no Velopark sem nitro, vai ser tranquilo por aqui." Segue o vídeo da silverado treinando:
Subo para a pista, arrumo um capacete emprestado e faço a minha passada de treino sem nitro para ter referência. Durante a arrancada, ainda de pneus cheios, descubro que a pista é em subida, e o trecho de frenagem, curtíssimo, em descida. Na volta descubro que fiz um péssimo 10,9, com 60 pés de 2,7. E comecei a ficar com medo de tomar ferro das Diesel, afinal meu pior 60 pés até então não entrava na casa de 2,6.
Fui inscrito na categoria Forca Livre, não pude participar da Desafio Turbo "porquê o carro é nitro e não turbo", ou seja, o pega com o S3 não aconteceria, só teria os tempos para comparar e carros bem mais fortes para alinhar comigo. Enquanto iam passando as categorias, descobri que só daqui da minha cidade tinham três Silverado inscritas, uma S10 além do Audi e de mim. E muita gente daqui assistindo que também poderia participar. Entre os treinos e o evento vem a chuva... Decepcão geral, mas como era verão resolvemos aguardar, e em pouco tempo o céu abriu denovo. E então vem o show das camionetes enchendo a galera de fumaça enquanto percorrem a pista para secar:

Pista seca, arrancadas começam e logo vem a categoria Desafio Turbo e finalmente tenho oportunidade de ver o S3 em ação; tempos variando de 10,2 a 9,8:
Depois vem a categoria Diesel, a mais emocionante, com todas as Silverado virando entre 10,4 e 10,7 constantemente:
O tempo ia passando e meu estado de nervos aumentava e só no final do dia veio o chamado para a categoria Força Livre alinhar. Depois da decepção no treino sabia que só com nitro poderia igualar o resto do pessoal, então montei a garrafa, testei os solenóides que estavam há um bom tempo parados e fechei com a giclagem pra 50cv. Afinal não tinha mais velas frias depois do fiasco em santa cruz do sul, onde queimei uma vela de iridium no nervosismo de arrancar com o nitro. Esperando o burnout abro a garrafa, ligo a chave geral e quando estou me colocando no alinhamento ainda tenho tempo de ouvir o locutor gritar "o Honda não é bobo hein" antes de fechar os vidros. Na volta da primeira passada vejo o pessoal me fazendo o sinal de positivo. Ouço de um amigo que com o tempo feito nem deveria passar denovo, mas eu ainda não tava satisfeito... Na segunda passada não consegui melhorar o tempo, mas fiz minha melhor reação até hoje. Fiz um vídeo da minha participação:
No final do dia todo mundo surpreso com a minha reação mesmo após terem ouvido várias vezes sobre o "se vires o verde, já era" que o pomada usava de assinatura. Alguém me disse ter certeza que eu tinha queimado aquela largada. E eu feliz por saber que tinha feito um tempo quase igual ao Audi, mesmo com 60 pés de 0,3 segundos pior.
Um tempo depois, outro conhecido que estava viajando no final do ano me perguntou do arrancadão e pediu que avisasse ele no próximo, ele queria participar. O carro? BMW 335i. Final de março teria outro evento, e então fomos a São Luiz denovo. Na estrada expliquei pra ele o alinhamento, o pinheirinho... O evento começa e vendo aqueles golzinhos "gaiola" arrancando forte ele começa a ficar nervoso e roer unhas. Aplicando aquela regra dos 53% nos tempos que achei na internet eu achava que o carro poderia virar entre 8,5 e 9, mas a pista poderia comer um bom tempo como no meu caso.
Quando ele é chamado, não acerta a largada no pinheirinho de tão nervoso, os tempos ficam entre 10,2, 9,7 e 9,3... O câmbio era a grande dificuldade segundo ele, que se levantasse demais o giro o carro comecava a andar mesmo segurando no freio. O dono do S3 já havia me dito que não podia sair de giro cheio que o controle de tração cortava tudo e não vinha tempo bom. O dono da BM já tava satisfeito com o 9,3, queria deixar por isso mesmo quando foi chamado mais uma vez. Incentivamos ele a ir denovo e na volta a surpresa; 8,9. No final da reta passava a constantes 132 km/h, mais forte que a maioria dos carros do evento.
Mas o melhor ainda estava por vir. O dono do carro mais forte do evento, um fusquinha daqueles força livre também tem um Nissan 350Z. Na minha primeira participação já tinha tido contato com ele, me perguntou sobre meu carro e até me emprestou o capacete. Fomos falar com ele e provocar um desafio. Ele hesitou um pouco mas aceitou, então procurei o dono da BM, que ainda me perguntou o que eu achava. Me disseram que o 350z tem 286cv, a BMW tem 306, então respondi que achava que ganharia quem tivesse uma reação melhor. Após um momento em silêncio, também aceitou e fomos falar com a organização da prova. Nem preciso contar que a galera, que já estava indo embora voltou correndo e foi à loucura com a brincadeira que inventamos. No vídeo acabei cortando a narração dos tempos... BMW 335i 9,3s e Nissan 350Z 9,7s:
Flavinho só pôde tirar a teima com seus verdadeiros adversários através da comparação de tempos, o que tira um bom tanto da graça da brincadeira. E o pior, foi obrigado a correr contra carros muito mais potentes em uma categoria de força livre, apenas porque seu carro utilizava nitro, o que é um padrão no mínimo estapafúrdio, visto que o nitro é a preparação mais básica que existe.
Entretanto, graças à participação dele, no final houve uma disputa muito legal entre carros diferentes e rápidos, um turbo e outro aspirado, que ao chamarem o público de volta para a pista e deram-lhe uma idéia do que é a filosofia DESAFIO de fazer a arrancada entre carros diferentes, mas com resultados similares.
Parabéns Flavinho! Continue assim levando o nome da AD adiante em sua região, mas não esqueça de participar também algumas provas aqui conosco no Velopark!






