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quinta-feira, 10 de maio de 2012

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Chicon, o campeão de 2011

Chicon – o campeão 

Fabrício Chicon foi o campeão do quinto campeonato da AD.

No ano mais “rápido” da AD, o piloto da equipe 1PR Schultz foi o mais constante durante a temporada. Venceu por uma margem pequena, como deve ser em um campeonato disputado. Na última etapa, disputava lado a lado com Bráulio (Fusca Turbo) e Igor Drawanz (Dodge V8), e levou o título graças a vitória na 7,5s.

Leia tudo em www.categoriadesafio.com

domingo, 4 de dezembro de 2011

Enfim, a vitória!

foto: www.orleijunior.com

O sonho de todo piloto de arrancada é colocar as mãos em um carro vencedor. De nada adianta ser um exímio piloto, segurar o carro de lado com o pé no fundo ou zerar a reação. Para vencer é preciso sim um bom piloto, mas acelerando um bom carro.

Anderson da Luz Martins é um piloto que desde sua primeira participação nas ND, nunca foi à guerra de canivete. O carro de suas primeiras participações era um fusca AP turbo, enquadrado na categoria Turbo Traseira, mais pesado e com menos pneus do que seria ideal. Essa configuração lhe conferia muita força e pouca estabilidade, tornando o carro rápido, porém perigoso. Com este carro, o "Boca" conseguiu se colocar na final da ND7,contra o fusca do Pipino, mais leve, com mais pneus e pilotado com maestria pelo experiente Daniel Moresco.

O resultado foi que Anderson acabou tentando despejar mais potência do que a pista comportava naquele momento e seu fusca branco acabou de cara no barranco. Dos males o menor, pois além dos danos materiais, a única coisa que o Boca teve quebrado naquela noite, foi o orgulho.

 
Após o acidente, o piloto resolveu partir para um carro mais competitivo, mais leve, com pneus maiores. Um carro verdadeiramente de corridas. Tratava-se do fusca azul que, nas mãos de seu antigo piloto - Marcio Freitas -  já havia vencido a ND3, batido o recorde de velocidade de 180 km/h nos 201m de Tarumã e arrecadado a maior premiação até hoje concedida de uma só vez nas ND: R$1700,00. Sem dúvida, uma máquina capaz de vencer corridas.


Anderson começou então a competir com o carro em diversas provas, andando sempre rápido. Até que chegou a ND8 e junto o favoritismo do fusca preparado pela 1PR. O carro era como sempre um dos mais rápidos, mas a vitória não passou nem perto. Ao volante da máquina mais malvada da 1PR, Anderson teve de assistir a outros pilotos da oficina, como Braulio Rocha avançarem nas finais.

Quando chegou a ND9, boca foi novamente o mais rápido dos treinos livres, mas a essa altura alguns já o consideravam um adversário desacreditado, pois apesar de ser sempre muito rápido, não estava conseguindo resultados. Ouvia-se também que o acidente poderia ter diminuído sua coragem para acelerar um fusca, ainda mais numa pista como Tarumã.

Conforme a ND9 se desenrolava, vários adversários fortes se destacavam naquela que viria a ser a prova mais competitiva da história da Associação Desafio, com 18 carros andando na casa dos 7 segundos ou menos, diversos deles nos 7 baixos e 4 carros andando nos 6 segundos. Se o Boca não tinha ganho até agora, dessa vez seria ainda mais difícil.

Mal começa o dia e o Pipino já coloca seu sinistro besouro negro na casa dos 6,4. Logo vem Fabio Andreis e acerta uma boa puxada com o Eclipse GSX, virando 6,7 e dando pinta de que melhora ainda mais. Diogo Silva com sua Audi S2 anda nos 6,5 e os colegas de equipe de Anderson, Bráulio Rocha e Fabricio Chicon apertam o da direita e conseguem excelentes tempos na casa de 7 segundos baixos, onde também anda Valdenir de Borba, o campeão do TOP16 da ND8.

Mais pressão para o Boca, que como sempre anda rápido e também consegue um tempo na casa de 6,4.  Está bem classificado, mas será que aguenta o calor até o final?

Pipino sofre quebra no motor, a Audi tem um vazamento grande de água. Os dois estão fora.

Agora é Boca e Valdenir, Chevette contra Fusca, campeão contra desafiante. É pedreira logo de cara. Caio pinheirinho e os torcedores do fusca tremem: O Chevette de Valdenir sai bem na frente e não queima. Coloca o carro todo na frente do fusca. Más notícias! Mas duram pouco, pois a transmissão do chevrolet não aguenta. Valdenir sempre calmo fora do carro, lá dentro no calor da batalha faz gestos amplos e poucos tem dúvidas em relação ao que ele deve ter dito quando sentiu que estava na frente, mas quebrado. Boca segue na disputa.

fotos: www.orleijunior.com

Mas ainda tem cachorro grande solto pela pista. Fabio Andreis arranca com seu Eclipse contra o Chevette de Fabricio Chicon e... Perde! O Chevette faz um tempo excelente, 7,0. Enquanto o Eclipse sofre com uma performance abaixo da média e entrega a vitória facilmente para o tubarãozinho azul.



No alinhamento está o belo fusca vermelho aspirado de Alexandre Martins. É aspirado, mas não é de brinquedo. Vem rodando constante na casa dos 7 baixos e pode surpreender. Ao seu lado está Bráulio Rocha, com o besouro prateado com rodas vermelhas, também correndo pela 1PR. Bráulio vem de um tempo mais baixo e quando arrancam, confirma o favoritismo. Pula na frente e sendo turbo há pouca chance para o aspirado pegar de alta. A menos que... Sim. Bráulio faz o que jamais fez numa final: Erra uma marcha e entrega a vaga para o oponente.

www.orleijunior.com
 
Agora é semi-final, entre o tubarão azul do Chicon e um tal de fusca marrom...  É um fusca cor e café com leite, rodas de ferro... Nunca ninguém havia visto ele por ali... Mas é um fusca de rua, à ar e querendo ou não, anda nos 7,5 e está na semi-final. Não convém descuidar...

foto: Ana Luisa Correa
Chicon arranca, dá uma errada de marcha e já era! O fusquinha do vô está na final!

Para a 1PR não são boas notícias. Bráulio fora, Chicon fora, agora tudo está nas mãos do piloto do fusca azul. Mais pressão para o Boca!

foto: www.orleijunior.com
Seu oponente é o fusca aspirado vermelho, que já derrubou o Bráulio. Será que o Boca vai perder pra um fusca mais lento? Será que o carro vai aguentar? Os dois arrancam, mas o fusca azul de Boca domina e garante a vaga na próxima fase, mostrando que nem carro e nem piloto estão sucumbindo à pressão que aumenta a cada rodada.

Os momentos que antecedem a final entre os dois fuscas são quase surreais. Quem em sã consciência poderia sonhar que um fusquinha como aquele, que nem pneus de competição usava, com motor a ar e aparência de carro original, poderia dividir a pista em uma importante final com um fusca full-race como o do Boca?


Boca tinha a vantagem, mas é melhor não relaxar demais... O surpreendente fusca marrom é pilotado por Leonardo Betat, que também mal pode acreditar no que está acontecendo. Afinal, ele já tinha ganho o dia e caso seu oponente pisasse na bola, ele estaria lá mais uma vez, implacavelmente cravando mais um daqueles 7,5 que ninguém entendeu até agora de onde vinham.

Para um big dog, uma das coisas mais desmoralizantes é perder para um carro inferior. Numa final então, a derrota se torna histórica e inesquecível. Os carros alinham, o pinheirinho desce no modo Pro-Tree e Leonardo Betat toca o "fusca do vô" com vontade, pronto para qualquer deslize do piloto da 1PR, mas boca não fraqueja e ele não acontece. Anderson da Luz, arranca na frente e assim segue até o final.


É a grande vitória de um piloto que já estava desacreditado, mas tinha tudo para vencer. Finalmente sua hora chegou, justamente na competição mais difícil do ano, provando que pode vencer contra qualquer adversário.


Parabéns Boca, por garantir seu lugar no clube seleto dos vencedores de TOP16!

sábado, 3 de dezembro de 2011

402m: ND9 - SHOW DOS PILOTOS


ND9 - SHOW  DOS  PILOTOS

Quando um piloto chora depois de uma vitória dura, desejada, quando sua equipe o carrega nos braços, quando seus adversários diretos ficam ate o fim e vem direto cumprimentar, é por que essa foi uma competição que valeu a pena vencer.

Essa é a imagem que vai ficar da ND9. O calor (mais de 50° ali na pista), a emoção, a disputa que até mais que vencer, os protagonistas não queriam perder!

Leia tudo em www.402m.com.br

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Reconhecimento de um esporte

Reconhecimento de um esporte

Retirado de www.categoriadesafio.com.br

Estamos chegando ao final do ano, a última ND da temporada já foi realizada, e após as 12 horas o autódromo de Tarumã (que foi a casa da AD nos últimos dois anos) vai ter o seu tradicional recesso para as festas.

Antes de divulgarmos mais detalhes da competição que aconteceu no último domingo, antes de somarmos os pontos do quinto campeonato realizado pela AD, vamos observar o que de melhor se conquistou nesta temporada: o nosso próprio reconhecimento que arrancada é um esporte.
Um esporte a motor, extremamente competitivo.



Os “cabeças” que hoje em dia figuram nas finais, deixaram de ser amadores de final de semana, que tinham a arrancada apenas como um hobby. Hoje, basta conferir os autos que alinham nas finais, que reconhecemos pessoas que trabalham para vencer e tem a competição como centro de sua vida.

Não, ninguém é profissional, ninguém está recebendo um salário para acelerar. Continuam todos amadores, buscando seus sonhos e tentando fazer o melhor possível, etapa após etapa, para quem sabe, em determinado momento ter a chance de fazer tudo certo e vencer uma legitima competição de arrancada.

Ariano Ávila, seu irmão, equipe e família - de Pelotas
A preparação da pista, a equipe do autódromo, a cronometragem, os competidores – após 9 etapas, todos tem a ciência plena que a disputa é séria e não se pode mais falhar em momentos decisivos.

Equipe que coloca o som no autódromo - sem eles não haveria locução
Abrir o portão do autódromo as sete horas de um domingo pode parecer cedo aos olhos de um desavisado, porém é tarde para as pessoas que já estão lá desde a sexta-feira.

Os competidores, que antes vinham da região metropolitana apenas, agora vem de diversos pontos do estado, inclusive de outros estados – e não querem apenas participar, querem figurar entre os melhores.

Evandro, compete com o Besouro onde pode - na terra ou no asfalto. Vem de Araranguá, SC
Jonatas, mais de 400 km desde Aceguá. Conheceu a reta de Tarumã com seu Passat Pointer Turbo
A qualidade dos carros e a queda em massa nos tempos, apontam que não foi uma pessoa apenas que quis progredir, foi um grupo, e este grupo é naturalmente competitivo (e não existe esporte sem competição).
O reconhecimento de que competição é natural e não é briga, foi um dos principais obstaculos que grande parte dos competidores soube ultrapassar, se colocando acima de picuinhas, mirando resultados práticos.

Sílvio Tesch (dentro do Fusca) e Bráulio (também piloto de Fusca) - competidores de oficinas diferentes, mas não inimigos
A liberdade de criação trouxe consigo inúmeras apostas, e a desmistificação da preparação única agregou novos competidores que se confrontaram com “velhas raposas”, que começaram a dar as caras novamente no autódromo. No último TOP do ano:

- AP aspirado
- AP turbo
- GM 6 cilindros aspirado
- Mitsubishi turbo
- VW Boxer Turbo
- Fiat Turbo
- Audi 5 cilindros Turbo
- Chevette 4 cilindros turbo

Poderíamos ver aí outros modelos, que a infelicidade da quebra fez questão de tira-los da competição. Mas além dos motores, podemos citar também que os carros tinham motor na frente, motor atrás, tração nas quatro, tração na frente, tração atrás, pneus M/T, pneus Hoosier, pneus Black, pneus N/A, pneus Goodyear….e por aí vai.

Ninguém estava aliviando o pé, ninguém estava com lastro – todos estavam no “tudo que dá” o tempo todo.

Audi RS2 - trem tração nas quatro
Somamos a isto a proximidade do público – não existem áreas vips, não existe um público melhor e um pior, todos podem ir nos boxes, todos podem ir para a arquibancada ou ao alambrado, todos podem ver de perto motores de 500cv derretar 10 polegadas de borracha no chão como se fosse manteiga.

Público muito variado acompanhando o rolo antes do alinhamento
Igor Drawanz e o Dodge estrela de TV, divertiu a criançada com seu Hot Wheels de gente grande
Para os competidores, chegar cedo ao autódromo, ter uma equipe, levar um mecânico, conferir a pista, verificar os adversários, ter um alinhador – isto tudo passou a ser natural para aqueles que cogitam vencer.


O desenvolvimento abriu a possibilidade da criação do Super 8, um antigo sonho, que hoje é viável graças a quantidade de competidores que querem efetivamente disputar e vencer.

A política de portas abertas do campeonato, oferecendo a mesma estrutura para o carro mais rápido até o mais lento, oferece a oportunidade aos pilotos novatos experimentarem a competição dentro da pista.



A chande do proprietário do carro de rua “envenenado” acelerar com força e sem medo, com a mesma cola, a mesma fila, a mesma inscrição, a mesma pista, o mesmo respeito dos carros mais rápidos e participar do campeonato, é a essência da diversidade do evento.

Se você, como um entusiasta, for em uma ND hoje, vai se deparar com carros empinando, carros passando a mais de 180km/h no final dos 201m, tempos de 60 pés na casa dos 1,5s. E estes são exemplos, no plural, são vários competidores.

Tarumã, que sempre foi uma pista querida no coração dos gaúchos, mantém a mesma dificuldade do traçado na reta – subida, descida, asfalto, inclinação de curva – mas é ali que estão se formando os melhores esportistas da arrancada no estado, aqueles que estão unindo a técnica, a criatividade e a competição.

A AD gostaria de agradecer todos os pilotos, preparadores, equipes, amigos, entusiastas que fizeram do ano de 2011 o ano mais “racing” da AD.

A equipe da cronometragem da Produpark – agradecemos o trabalho realizado, inúmeras horas de acelera, tempos, atendimento e correria na pista possibilitaram a competição acontecer.

Pilotos e equipes conferindo o "time-slip" oferecido pela cronometragem da Produpark
E toda a equipe do autódromo de Tarumã, que mantém um autódromo que é o templo do automobilismo no RS sem mágicas, mas sim com trabalho.

De cima da ponte ele diz se arranca ou não - mais um trabalhando para que a competição aconteça

Valeu todo mundo!

ND9: Gustavo Stock dá seu testemunho

Fiat 147 vs Fusca "bola de natal": Competição de verdade
ND9 foi mto bacana!! Box lotado, o 147 funcionando perfeito, o tempo de pista baixando... Foram vários dias de mto esforço, mas o resultado sempre aparece...

Agradeço aqui aos meus amigos pela força que deram, valeu Rodrigo dos câmbios, Daniel Menor pela ajuda dentro da oficina e na pista, ao meu irmao Rafa Stock, ao Joao Augusto Timmers, ao Leonardo Grando, ao Zeca pelo almoço de domingo, ao Alex por colocar os guinchos a disposição, a PowerBass Raceand StreetShop por carregar a garrafa de nitro e aguentar as correrias de ultima hora, a Flávia Rodrigues por aguentar tudo sem reclamar de nada, ao Rafastra por não fazer nada, hehe!! Brincadeira!!!

Ao Rafael Bruno por trazer mto galho de arruda pra tirar o olho gordo. Aos meus adversários, por me proporcionarem uma competição de verdade, e sem falar em toda a galera que torce pelo carrinho (não tem como falar todos aqui, mas sei cada um de cabeça)... Em nome da UPGRADE eu agradeço também aos organizadores do evento, sem eles o show não aconteceria.

Grande abraço galera e que venha logo a próxima temporada.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

ND9: O dia dos gladiadores

Reta de Tarumã após a batalha da ND9
"Em muitos sentidos, o trabalho do crítico é fácil. Nos arriscamos muito pouco, mas ainda assim nos colocamos numa posição acima daqueles que oferecem [apresentam] seus trabalhos e seu próprio ser para nosso julgamento. Prosperamos e crescemos com base em críticas negativas, que são divertidas de escrever e de ler. Mas a realidade amarga que nós, críticos, precisamos enfrentar é que, numa perspectiva mais ampla, qualquer porcaria medíocre possui mais significado do que uma crítica que assim a designa. Há, contudo, momentos em que um crítico precisa arriscar algo, e este momento consiste na descoberta e na defesa daquilo que é inovador."

Esse texto, como vários devem ter notado, saiu do filme animado Ratatouille, da Pixar. Aquele no qual um rato, em um mundo de humanos, torna-se o maior chef de cozinha da França. A história trata na verdade, de um dilema humano dos mais universais: A novidade que mesmo sufocada pelos interesses e preconceitos, rompe todas as barreiras e mostra ao mundo o seu valor.

Como diz a incrívelmente pungente citação da Pixar, o novo é muitas vezes desprezado, quase sempre visto com apreensão e raramente avaliado com justiça. Para que o novo possa florescer em um mundo cético, é preciso que ele seja mais do que bom. Precisa ser SUPERIOR. Algumas vezes isso leva um tempo.

Para todos aqueles que têm feito parte da AD desde seu início e têm acompanhado seu desenvolvimento, tenho certeza que essas palavras calam fundo. Pois sabem o quanto dói ouvir críticas levianas e irrefletidas. Mas as que mais machucam mesmo são aquelas bem arquitetadas, para acertarem no ponto mais fraco do joelho de alguém que já se esforça ao limite, carregando o enorme peso das expectativas dos seus, das desconfianças dos neutros e das maledicências dos outros

Quando você traz o novo, é bom que ele seja bom, muito bom.

E assim foi a ND9. Não foi só boa, foi transcedental. Um divisor de águas.

Para aqueles que enchiam a boca para dizer que Tarumã não tinha mais arrancada, foi uma grande decepção. A ND9 trouxe a competição mais feroz do ano em solo gaúcho, disputada por pilotos aguerridos que se entregaram de corpo e alma para o espírito competitivo e protagonizaram duelos inesquecíveis, que viverão para sempre na memória daqueles que estavam na pista. A expressão mata-mata foi levada ao seu limite pelos pilotos que arrancaram dando tudo de seus carros e não tiveram medo de se arriscar à derrota.

Uma verdadeira guerra: Empinadas, ladeadas, burnouts selvagens, recordes pessoais caindo puxada a puxada. Aqueles foram mais que pilotos, foram gladiadores do asfalto em uma tarde quente, que lutaram até o fim pelo direito de serem considerados os mais aguerridos, os mais imbuídos, os mais ousados. Os melhores.

E nesse afã desenfreado de vencer à todo custo, Tarumã viu seus heróis locais ignorarem a subida, ignorarem o asfalto em suas más condições, ignorarem a inferioridade da pista e baixarem seus tempos aos níveis das melhores pistas do Brasil. Um a um os pilotos foram melhorando suas marcas: A cada puxada mais rápida do adversário, cada piloto acreditava mais em si mesmo e baixava ainda mais seu próprio tempo.

E não, não há cronometragem duvidosa. Os tempos foram registrados pela Produpark, a melhor cronometragem do Brasil. Isso traz credibilidade, isso mostra que em Tarumã também dá.

Novos pilotos vieram, trazendo máquinas renomadas, competência reconhecida. E se chocaram num duelo de gigantes com os pilotos locais, mostrando que no TOP16 ninguém é menor do que ninguém. Depois de muitos anos, é finalmente lá que a competição ganha sua notoriedade e reconhecimento. Talvez o local mais improvável, pois assim como a AD, a arrancada em Tarumã vinha sofrendo de um grande descrédito após a abertura do Velopark, melhor dragway do Brasil.

A ND9 trouxe de volta o prestígio para a arrancada em Tarumã. Lá estava o caldeirão que mais fervilha na arrancada de hoje. O que mais influencia novos pilotos, o que mais esperança traz àqueles que sonham em correr e um dia tornarem-se os grandes, incontestes e reconhecidos campeões.

Ver a expressão única dos pilotos assistindo o grande campeão do dia ser levantado por sua equipe, nos leva a imaginar: No que será que estarão pensando? Certamente na próxima corrida, nas próximas mudanças que farão no carro, na próxima chance que terão de voltar a Tarumã, o coliseu da velocidade e lutar novamente.

Talvez nem importe tanto assim a vitória. Talvez o que valha mais são aqueles momentos em que a luta está a pleno, momentos em que nada mais importa, somente eles, o carro e o pinheirinho. Momentos em que eles voltam triunfantes pela pista após uma vitória, ouvindo a algazarra da equipe e de seus torcedores. Momentos em que soltam a voz e acreditam que hoje será o dia. Momentos que antecedem a próxima disputa. Momentos que só um verdadeiro lutador pode entender.

Momentos que só existem em Tarumã.

Talvez o hoje não consiga expressar a verdadeira dimensão desses momentos. Mas com certeza os frutos dessa safra serão colhidos num futuro não tão distante. E novas safras tem tudo para serem ainda mais doces. Mas para continuar colhendo, é preciso continuar plantando.

Longa vida às ND em Tarumã!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ND9 no Jalopnik Brasil



Confira a chamada que saiu sobre a ND9 no Jalopnik Brasil, um dos maiores sites especializados em automóveis.


http://www.jalopnik.com.br/conteudo/ta-chegando-a-noite-do-desafio-n%c2%ba-9

Fica aqui também um agradecimento especial ao amigo Rafa, do run4fun e colaborador do Jalopnik, que nos apóia e que um dia desses vai terminar seu Fusca e vir correr aqui com a gente!

Mais um big dog na área?


Diogo Silva esteve em Tarumã na Noite dos VW tração dianteira (19/11), com sua Audi S2. A perua não se enquadrou na eliminatória da competição por ser 4x4, mas a noite serviu como treino, para que Diogo pudesse experimentar o carro em Tarumã e ver do que ele é capaz. O carro que já havia virado tempos na casa dos 9 segundos nos 402m do Velopark, em Tarumã conseguiu o tempo de 7,063 nos 201 metros.

E sabemos que no calor da batalha, os tempos costumam cair mais alguns décimos, com a pista com vht e mais emborrachada. Mas o patamar de 7,0 já coloca a Audi SW em pé de igualdade com carros como o Fusca do Pipino, Eclipse dos gringos (antigo rival), fusca do Boca e Chevette do Valdenir, os carros mais rápidos de Tarumã no momento.

Diogo já está inscrito para a ND9, então devemos ter mais um big dog na área, para tornar a competição ainda mais emocionante.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Figurinhas carimbadas na Noite do Chevette

Darcio: Uma vitória que coroa anos de trabalho da equipe

Na noite de 11/11/11 foi realizada a já tradicional Noite do Chevette no Racha Tarumã. O evento é livre para qualquer carro, mas participam das eliminatórias apenas os Chevettes, Hatch, Chevy ou Marajó.

Os tempos dos mais rápidos oscilaram entre os 7 altos e 8 baixos nos 201 metros e os 3 primeiros colocados são figurinhas carimbadas nas Noites do Desafio: Ely Miranda Chaves, Gelson Baunhardt e Darcio Pinto Ribeiro. O mais rápido foi Gelson Baunhardt, com seu Hatch verde de número 66, com o tempo de pista de 7,796.

Gelson: O mais rápido nem sempre leva a vitória
Mas quando a corrida é lado a lado, o que conta é chegar na frente e isso quem fez foi Darcio, com seu Hatch cinza de número 947, com motor de Chevette mesmo. Darcio e seu irmão Dimas correm de Chevette pela AD desde 2007. O melhor tempo da equipe foi de 7,897 (ET).

Em terceiro lugar e ainda se adaptando ao seu tubarão com motor C20XE turbo, ficou Ely. Seu melhor tempo foi de 8,013 (ET).

Ely: Pegando o jeito. O C20XE não é mole não.
São 3 pilotos que ralam muito nas ND e vem se tornando cada vez mais competitivos. Tudo indica que, embalados pelos bons resultados, mais uma vez estarão classificados para o TOP16 lutando pela vitória também num grid misto, com carros de todas as marcas.

Contagem regressiva para a ND9: Faltam 13 dias




sábado, 12 de novembro de 2011

Kadett da Power Bass na casa dos 7 em Tarumã

Jorge da Power Bass: 7,960@201

Jorge Luis Bonetti Pinheiro - mais conhecido como "Jorge da Power Bass" - calçou slicks no seu Kadett turbo e conseguiu colocá-lo na casa dos 7 segundos. O feito aconteceu ontem, na Noite do Chevette no Autódromo de Tarumã.

Jorge virou o tempo de 7,960 (ET) com o Kadett. Para efeito de comparação, podemos deixar registrado que o Chevette mais rápido da noite foi o hatch verde de Gelson Baunhardt, que virou 7,796 (ET). Ou seja Menos de dois décimos de diferença entre o melhor tempo de Jorge e o melhor tempo de Gelson.

Será que o Kadett da Power Bass fará bonito também na ND9?

Os FWD estão se aproximando!

FWD que já andaram nos 7 segundos nas ND em Tarumã:
Kadett de Jorge da Power Bass: 7,9
Fiat 147 de Gustavo Stock: 7,9
Gol de Fabio Benassi: 7,9
Gol de Sérgio Fontes: 7,7
Saveiro de Jalmo Peyrot: 7,7
Kadett de Roberto Ramos: 7,5

Divulgação, ND9


Contagem regressiva para a ND9: Faltam 15 dias


domingo, 6 de novembro de 2011

Astra 889 na ND9: Será que dá?


A oficina Upgrade Car Customs, casa do Fiat 147 turbo de Gustavo Stock e do Astra 888 de Rafael "RaFASTra" Pires está montando mais um carro turbo para participar das arrancadas da Associação Desafio. Trata-se do Astra 888 do pai do Rafael.

O carro também é um Astra 1995, também é vermelho (porém metálico) e também vai usar o cabeçote ecotec 16v, assim como o Astra 888. Mas no entanto existem algumas diferenças. O 889, ao contrário do 888 será um carro mais voltado para a rua, com turbo um pouco menor, intercooler e alguns detalhes mais "civilizados". Mas o 889 também trará algumas surpresinhas para os desavisados, como por exemplo uma tampa traseira de fibra e alguns outros truques de pista aprendidos no 888.

O carro vai contar com turbo .50/.63 da Master Power, pressurização em aço inox 304 da Sprint, pistões IASA e bielas originais do C20XE, além de injetores Siemens de 120 lb/h e da injeção Mega MS1 Racing.

A grande questão é: Fica pronto a tempo?













Para uma equipe dedicada, nada é impossível.

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