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sábado, 25 de fevereiro de 2012

402m: Tendencias


TUDO MUDA?

ADRL ABANDONA  INGRESSO GRÁTIS E MUDA PARA INGRESSO DE "PREÇO RAZOÁVEL"


Carro da ADRL2012 - o maximo em "door slamer"10.5

A American Drag Race league ( ADRL ) nasceu baseada na idéia do "ingresso grátis para o público", com as receitas vindo da venda de espaço nas corridas para grandes marcas e corporações. Agora, isso mudou e a partir do evento VIII Dragpalooza no próximo mês em Houston, Texas, a ADRL vai cobrar US$15 para os adultos e "free" para crianças até 12 anos. Esta decisão encerra cinco anos de corridas de cortesia para os fãs.


Leia tudo clicando AQUI.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Chicon, o campeão de 2011

Chicon – o campeão 

Fabrício Chicon foi o campeão do quinto campeonato da AD.

No ano mais “rápido” da AD, o piloto da equipe 1PR Schultz foi o mais constante durante a temporada. Venceu por uma margem pequena, como deve ser em um campeonato disputado. Na última etapa, disputava lado a lado com Bráulio (Fusca Turbo) e Igor Drawanz (Dodge V8), e levou o título graças a vitória na 7,5s.

Leia tudo em www.categoriadesafio.com

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Tração dianteira na AD: Perspectivas e possibilidades


Na última pesquisa do 1320, perguntamos aos leitores se achavam que carros de tração dianteira teriam chance ou não de vencer o TOP16.

As opiniões ficaram divididas praticamente meio a meio, com 50,5% achando que não é mais possível e 49,5% ainda acreditando que é possível.

É sabido que carros de tração traseira são naturalmente mais rápidos, em função do peso que é transferido para a traseira do carro, no momento da arrancada. Assim os carros que possuem seu eixo motriz atrás tem sua tração aumentada e os carros que tem o eixo motriz na frente tem sua tração diminuída. Desse modo, a tendência é que em carros com a mesma mecânica, mesmo peso e mesma largura de pneus, a vantagem em capacidade de tração seja clara para o carro com a tração atrás.

No entanto, tração na largada não é o único fator que influencia o resultado final de uma arrancada. Além de uma boa marca nos 60 pés, para conseguir um bom tempo de pista é preciso também que o carro mantenha-se estável durante toda a reta, para que o piloto possa manter o carro na direção certa com 100% de aceleração. O que nem sempre acontece com os carros de tração traseira, sobretudo os Fuscas, que tem o motor atrás, o que desequilibra um pouco o centro de gravidade do carro, tornando-o bem mais difícil de manter na trajetória correta.

Evidência disso podemos ver ao analisarmos os recordes em 201 metros das categorias FLD e FLT, que basicamente possuem mecânicas, peso e pneus similares, sendo a principal diferença o eixo de tração: FLD a tração é na frente e FLT a tração é atrás. Em ambas categorias, o recorde em 201 metros fica  na casa de 5 segundos altos, com vantagem para os carros de tração dianteira.

Mas mesmo que eventualmente um carro de tração traseira possa se aproveitar da vantagem natural da tração atrás para conseguir um melhor tempo, em corridas de eliminatória isso não tem o mesmo valor, pois nesse tipo de competição é necessário ter consistência em rendimento de alto nível. É preciso dar várias passadas com o mesmo tempo, pois em eliminatórias não há segunda chance.

Talvez esse seja também o caso de utilizarmos um exemplo de competição por categorias. Na última prova realizada na pista de 201m do ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo), o melhor tempo de um FLD foi 6,250 e o melhor FLT só conseguiu a marca de 7,621.

FLT e FLD na ultima prova em Piracicaba: 7,6 e 6,2 respectivamente.

Isso nos leva a perceber que, em se tratando de vencer corridas, existe muito mais do que somente o eixo de tração do carro.

Team NRG Tech: 8,3@402

Quando Chris Miller levou seu Civic para competir no "World Cup" não se preocupou como fato de ter que disputar com carros de motor V8 ou tração traseira. Na verdade esse era o desafio que a equipe procurava. No final, restaram o Civic, 4 cilindros turbo, tração dianteira e um Corvette, V8 turbo, tração traseira. Pelas configurações o resultado parece óbvio, mas não foi bem assim.



Chris e o Civic venceram a batalha e a guerra conhecida por lá como "import vs domestic" e deixaram muito redneck de cara feia. Ainda que tenha sido uma vitória "holeshot", ou seja, na reação, ambos carros fizeram o excelente tempo de pista de 8,5 segundos. Nos 402m!

Para não restar dúvidas sobre a capacidade de briga do dianteiro, é interessante lembrar que o carro de Chris ainda provaria ser capaz de fazer tempos mais baixos, na casa de 8,3. E não nos esqueçamos que trata-se de um carro "montado", similar ao que no Brasil é conhecido como DT-A.

Na terra brasilis, temos o exemplo do último festival em curitiba, ocasião em que o melhor tempo da FLT foi 9,252 enquanto que o melhor tempo da FLD foi 8,634. Tempo esse, que foi marcado pelo gaúcho Leandro Branco.

Gol de Leandro Branco: 8,6 em 402, 5,6 em 201. Sem motivo para temer qualquer tração traseira num eventual mata-mata.

Ou seja, um carro de tração dianteira pode sim ser rápido. Mas a questão é: Quão rápido?

Pro FWD de Chris Rado: 6,8@402m
Muito rápido. Em 2009, Chris Rado quebrou a barreira dos 6 segundos em 402m com seu Scion TC de 4 cilindros turbo e tração dianteira. Ele marcou o tempo de 6,87@315 km/h.



Esse é o verdadeiro potencial de um carro de tração dianteira em competição. Tudo depende apenas da configuração escolhida pela equipe. O que nos leva a outra questão:

O que é preciso para vencer em Tarumã com um tração dianteira?

No Brasil  os melhores carros mais pesados com pneu 8 tem andado na casa de 6,5@201, os mais leves com pneus 10 tem conseguido tempos na casa dos 5,5. Já em Tarumã o tempo mais baixo já obtido numa ND é de 6,4. Pipino e Boca andaram nessa casa na ND9 com seus Fuscas, enquanto os melhores carros de tração dianteira tem andado mais de um segundo acima disso.

O que falta para os dianteiros em Tarumã?

Um pouco de tudo. Primeiramente não temos carros de tração dianteira no mesmo nível de comprometimento com a vitória que hoje vemos na turma dos tração traseira. Os Fuscas e Chevettes de ponta se apresentam com pneus de 10 polegadas de largura enquanto os dianteiros vem se apresentando com pneus 8. Além disso vemos vários carros de tração traseira "full race", com configurações mais leves e com distribuição de peso mais adequada para a competição. Enquanto os dianteiros tem optado por configurações "street", ou "montados", que são layouts mais pesados e com distribuição de peso comprometida.

Analisando os competidores, realmente é impossível não aceitar o fato de que as chances estão ao lado da turma dos traseiros, afinal, estão maximizando seu potencial bem mais que a turma dos dianteiros.

Ainda assim, toda a corrida de eliminatórias conta com diversos elementos para definir o vitorioso: As queimas, quebras e erros dos pilotos. Em 2009 o piloto Fabiano Krentz, contra todas as expectativas, venceu o TOP16 de número 7 com seu Astra turbo de tração dianteira, montado, de rua. Contra diversos carros de competição de tração dianteira, traseira e 4x4 que tinham tempos mais de um segundo mais baixos.

Fabiano Krentz e seu Astra turbo

No primeiro TOP16 de Tarumã, em 2010, Sergio Fontes com seu Gol 96 conseguiu vencer o Chevette de Paulinho Umpierre Rebelo, que tinha tempos notoriamente mais rápidos.


Sergio Fontes, após vencer seu terceiro TOP16
E vemos diversos casos similares nas oitavas, quartas e semi-finais de quase todas as provas. Na ND9, Leonardo Betat abriu caminho até a final com seu fusca a ar, virando na casa dos 7,5, um segundo acima dos tempos mais baixos da prova. Leonardo eliminou por um ou outro motivo carros como a Audi S2 de Diogo Silva (6,5s) e o Chevette de Fabricio Chicon (7,0s). Fabricio por sua vez já havia eliminado outro favorito, o Eclipse de Fabio Andreis (6,7s).

Isso nos mostra claramente que para determinar o vencedor de uma prova, é preciso analisar muito mais do que o tempo de pista de um carro. A própria vitória de Anderson "Boca" na ND9 não ocorreu após diversas tentativas, todas elas andando com carro de ponta. Foi preciso muito mais do que simplesmente tempo baixo para que Boca chegasse a sua primeira vitória.

Atualmente, estes são os principais pilotos que carregam a bandeira dos tração dianteira em Tarumã:

Jorge Pinheiro: 7,9

Gustavo Stock: 7,9
Jalmo Peyrot: 7,7
Sergio Fontes: 7,7
Roberto Ramos:7,5
Fabio Benassi: 7,4

A nós que estamos assistindo, sobretudo os que são fãs de tração dianteira, cabe aguardar um maior desenvovimento dos carros, para que possam maximizar mais seu potencial, baixando seus tempos e mantendo a consistência. Ou esperar que apareçam carros de tração dianteira com mais potencial de vitórias, para competir de igual para igual com os Fuscas mais leves com configuração full-race.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Enfim, a vitória!

foto: www.orleijunior.com

O sonho de todo piloto de arrancada é colocar as mãos em um carro vencedor. De nada adianta ser um exímio piloto, segurar o carro de lado com o pé no fundo ou zerar a reação. Para vencer é preciso sim um bom piloto, mas acelerando um bom carro.

Anderson da Luz Martins é um piloto que desde sua primeira participação nas ND, nunca foi à guerra de canivete. O carro de suas primeiras participações era um fusca AP turbo, enquadrado na categoria Turbo Traseira, mais pesado e com menos pneus do que seria ideal. Essa configuração lhe conferia muita força e pouca estabilidade, tornando o carro rápido, porém perigoso. Com este carro, o "Boca" conseguiu se colocar na final da ND7,contra o fusca do Pipino, mais leve, com mais pneus e pilotado com maestria pelo experiente Daniel Moresco.

O resultado foi que Anderson acabou tentando despejar mais potência do que a pista comportava naquele momento e seu fusca branco acabou de cara no barranco. Dos males o menor, pois além dos danos materiais, a única coisa que o Boca teve quebrado naquela noite, foi o orgulho.

 
Após o acidente, o piloto resolveu partir para um carro mais competitivo, mais leve, com pneus maiores. Um carro verdadeiramente de corridas. Tratava-se do fusca azul que, nas mãos de seu antigo piloto - Marcio Freitas -  já havia vencido a ND3, batido o recorde de velocidade de 180 km/h nos 201m de Tarumã e arrecadado a maior premiação até hoje concedida de uma só vez nas ND: R$1700,00. Sem dúvida, uma máquina capaz de vencer corridas.


Anderson começou então a competir com o carro em diversas provas, andando sempre rápido. Até que chegou a ND8 e junto o favoritismo do fusca preparado pela 1PR. O carro era como sempre um dos mais rápidos, mas a vitória não passou nem perto. Ao volante da máquina mais malvada da 1PR, Anderson teve de assistir a outros pilotos da oficina, como Braulio Rocha avançarem nas finais.

Quando chegou a ND9, boca foi novamente o mais rápido dos treinos livres, mas a essa altura alguns já o consideravam um adversário desacreditado, pois apesar de ser sempre muito rápido, não estava conseguindo resultados. Ouvia-se também que o acidente poderia ter diminuído sua coragem para acelerar um fusca, ainda mais numa pista como Tarumã.

Conforme a ND9 se desenrolava, vários adversários fortes se destacavam naquela que viria a ser a prova mais competitiva da história da Associação Desafio, com 18 carros andando na casa dos 7 segundos ou menos, diversos deles nos 7 baixos e 4 carros andando nos 6 segundos. Se o Boca não tinha ganho até agora, dessa vez seria ainda mais difícil.

Mal começa o dia e o Pipino já coloca seu sinistro besouro negro na casa dos 6,4. Logo vem Fabio Andreis e acerta uma boa puxada com o Eclipse GSX, virando 6,7 e dando pinta de que melhora ainda mais. Diogo Silva com sua Audi S2 anda nos 6,5 e os colegas de equipe de Anderson, Bráulio Rocha e Fabricio Chicon apertam o da direita e conseguem excelentes tempos na casa de 7 segundos baixos, onde também anda Valdenir de Borba, o campeão do TOP16 da ND8.

Mais pressão para o Boca, que como sempre anda rápido e também consegue um tempo na casa de 6,4.  Está bem classificado, mas será que aguenta o calor até o final?

Pipino sofre quebra no motor, a Audi tem um vazamento grande de água. Os dois estão fora.

Agora é Boca e Valdenir, Chevette contra Fusca, campeão contra desafiante. É pedreira logo de cara. Caio pinheirinho e os torcedores do fusca tremem: O Chevette de Valdenir sai bem na frente e não queima. Coloca o carro todo na frente do fusca. Más notícias! Mas duram pouco, pois a transmissão do chevrolet não aguenta. Valdenir sempre calmo fora do carro, lá dentro no calor da batalha faz gestos amplos e poucos tem dúvidas em relação ao que ele deve ter dito quando sentiu que estava na frente, mas quebrado. Boca segue na disputa.

fotos: www.orleijunior.com

Mas ainda tem cachorro grande solto pela pista. Fabio Andreis arranca com seu Eclipse contra o Chevette de Fabricio Chicon e... Perde! O Chevette faz um tempo excelente, 7,0. Enquanto o Eclipse sofre com uma performance abaixo da média e entrega a vitória facilmente para o tubarãozinho azul.



No alinhamento está o belo fusca vermelho aspirado de Alexandre Martins. É aspirado, mas não é de brinquedo. Vem rodando constante na casa dos 7 baixos e pode surpreender. Ao seu lado está Bráulio Rocha, com o besouro prateado com rodas vermelhas, também correndo pela 1PR. Bráulio vem de um tempo mais baixo e quando arrancam, confirma o favoritismo. Pula na frente e sendo turbo há pouca chance para o aspirado pegar de alta. A menos que... Sim. Bráulio faz o que jamais fez numa final: Erra uma marcha e entrega a vaga para o oponente.

www.orleijunior.com
 
Agora é semi-final, entre o tubarão azul do Chicon e um tal de fusca marrom...  É um fusca cor e café com leite, rodas de ferro... Nunca ninguém havia visto ele por ali... Mas é um fusca de rua, à ar e querendo ou não, anda nos 7,5 e está na semi-final. Não convém descuidar...

foto: Ana Luisa Correa
Chicon arranca, dá uma errada de marcha e já era! O fusquinha do vô está na final!

Para a 1PR não são boas notícias. Bráulio fora, Chicon fora, agora tudo está nas mãos do piloto do fusca azul. Mais pressão para o Boca!

foto: www.orleijunior.com
Seu oponente é o fusca aspirado vermelho, que já derrubou o Bráulio. Será que o Boca vai perder pra um fusca mais lento? Será que o carro vai aguentar? Os dois arrancam, mas o fusca azul de Boca domina e garante a vaga na próxima fase, mostrando que nem carro e nem piloto estão sucumbindo à pressão que aumenta a cada rodada.

Os momentos que antecedem a final entre os dois fuscas são quase surreais. Quem em sã consciência poderia sonhar que um fusquinha como aquele, que nem pneus de competição usava, com motor a ar e aparência de carro original, poderia dividir a pista em uma importante final com um fusca full-race como o do Boca?


Boca tinha a vantagem, mas é melhor não relaxar demais... O surpreendente fusca marrom é pilotado por Leonardo Betat, que também mal pode acreditar no que está acontecendo. Afinal, ele já tinha ganho o dia e caso seu oponente pisasse na bola, ele estaria lá mais uma vez, implacavelmente cravando mais um daqueles 7,5 que ninguém entendeu até agora de onde vinham.

Para um big dog, uma das coisas mais desmoralizantes é perder para um carro inferior. Numa final então, a derrota se torna histórica e inesquecível. Os carros alinham, o pinheirinho desce no modo Pro-Tree e Leonardo Betat toca o "fusca do vô" com vontade, pronto para qualquer deslize do piloto da 1PR, mas boca não fraqueja e ele não acontece. Anderson da Luz, arranca na frente e assim segue até o final.


É a grande vitória de um piloto que já estava desacreditado, mas tinha tudo para vencer. Finalmente sua hora chegou, justamente na competição mais difícil do ano, provando que pode vencer contra qualquer adversário.


Parabéns Boca, por garantir seu lugar no clube seleto dos vencedores de TOP16!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Reconhecimento de um esporte

Reconhecimento de um esporte

Retirado de www.categoriadesafio.com.br

Estamos chegando ao final do ano, a última ND da temporada já foi realizada, e após as 12 horas o autódromo de Tarumã (que foi a casa da AD nos últimos dois anos) vai ter o seu tradicional recesso para as festas.

Antes de divulgarmos mais detalhes da competição que aconteceu no último domingo, antes de somarmos os pontos do quinto campeonato realizado pela AD, vamos observar o que de melhor se conquistou nesta temporada: o nosso próprio reconhecimento que arrancada é um esporte.
Um esporte a motor, extremamente competitivo.



Os “cabeças” que hoje em dia figuram nas finais, deixaram de ser amadores de final de semana, que tinham a arrancada apenas como um hobby. Hoje, basta conferir os autos que alinham nas finais, que reconhecemos pessoas que trabalham para vencer e tem a competição como centro de sua vida.

Não, ninguém é profissional, ninguém está recebendo um salário para acelerar. Continuam todos amadores, buscando seus sonhos e tentando fazer o melhor possível, etapa após etapa, para quem sabe, em determinado momento ter a chance de fazer tudo certo e vencer uma legitima competição de arrancada.

Ariano Ávila, seu irmão, equipe e família - de Pelotas
A preparação da pista, a equipe do autódromo, a cronometragem, os competidores – após 9 etapas, todos tem a ciência plena que a disputa é séria e não se pode mais falhar em momentos decisivos.

Equipe que coloca o som no autódromo - sem eles não haveria locução
Abrir o portão do autódromo as sete horas de um domingo pode parecer cedo aos olhos de um desavisado, porém é tarde para as pessoas que já estão lá desde a sexta-feira.

Os competidores, que antes vinham da região metropolitana apenas, agora vem de diversos pontos do estado, inclusive de outros estados – e não querem apenas participar, querem figurar entre os melhores.

Evandro, compete com o Besouro onde pode - na terra ou no asfalto. Vem de Araranguá, SC
Jonatas, mais de 400 km desde Aceguá. Conheceu a reta de Tarumã com seu Passat Pointer Turbo
A qualidade dos carros e a queda em massa nos tempos, apontam que não foi uma pessoa apenas que quis progredir, foi um grupo, e este grupo é naturalmente competitivo (e não existe esporte sem competição).
O reconhecimento de que competição é natural e não é briga, foi um dos principais obstaculos que grande parte dos competidores soube ultrapassar, se colocando acima de picuinhas, mirando resultados práticos.

Sílvio Tesch (dentro do Fusca) e Bráulio (também piloto de Fusca) - competidores de oficinas diferentes, mas não inimigos
A liberdade de criação trouxe consigo inúmeras apostas, e a desmistificação da preparação única agregou novos competidores que se confrontaram com “velhas raposas”, que começaram a dar as caras novamente no autódromo. No último TOP do ano:

- AP aspirado
- AP turbo
- GM 6 cilindros aspirado
- Mitsubishi turbo
- VW Boxer Turbo
- Fiat Turbo
- Audi 5 cilindros Turbo
- Chevette 4 cilindros turbo

Poderíamos ver aí outros modelos, que a infelicidade da quebra fez questão de tira-los da competição. Mas além dos motores, podemos citar também que os carros tinham motor na frente, motor atrás, tração nas quatro, tração na frente, tração atrás, pneus M/T, pneus Hoosier, pneus Black, pneus N/A, pneus Goodyear….e por aí vai.

Ninguém estava aliviando o pé, ninguém estava com lastro – todos estavam no “tudo que dá” o tempo todo.

Audi RS2 - trem tração nas quatro
Somamos a isto a proximidade do público – não existem áreas vips, não existe um público melhor e um pior, todos podem ir nos boxes, todos podem ir para a arquibancada ou ao alambrado, todos podem ver de perto motores de 500cv derretar 10 polegadas de borracha no chão como se fosse manteiga.

Público muito variado acompanhando o rolo antes do alinhamento
Igor Drawanz e o Dodge estrela de TV, divertiu a criançada com seu Hot Wheels de gente grande
Para os competidores, chegar cedo ao autódromo, ter uma equipe, levar um mecânico, conferir a pista, verificar os adversários, ter um alinhador – isto tudo passou a ser natural para aqueles que cogitam vencer.


O desenvolvimento abriu a possibilidade da criação do Super 8, um antigo sonho, que hoje é viável graças a quantidade de competidores que querem efetivamente disputar e vencer.

A política de portas abertas do campeonato, oferecendo a mesma estrutura para o carro mais rápido até o mais lento, oferece a oportunidade aos pilotos novatos experimentarem a competição dentro da pista.



A chande do proprietário do carro de rua “envenenado” acelerar com força e sem medo, com a mesma cola, a mesma fila, a mesma inscrição, a mesma pista, o mesmo respeito dos carros mais rápidos e participar do campeonato, é a essência da diversidade do evento.

Se você, como um entusiasta, for em uma ND hoje, vai se deparar com carros empinando, carros passando a mais de 180km/h no final dos 201m, tempos de 60 pés na casa dos 1,5s. E estes são exemplos, no plural, são vários competidores.

Tarumã, que sempre foi uma pista querida no coração dos gaúchos, mantém a mesma dificuldade do traçado na reta – subida, descida, asfalto, inclinação de curva – mas é ali que estão se formando os melhores esportistas da arrancada no estado, aqueles que estão unindo a técnica, a criatividade e a competição.

A AD gostaria de agradecer todos os pilotos, preparadores, equipes, amigos, entusiastas que fizeram do ano de 2011 o ano mais “racing” da AD.

A equipe da cronometragem da Produpark – agradecemos o trabalho realizado, inúmeras horas de acelera, tempos, atendimento e correria na pista possibilitaram a competição acontecer.

Pilotos e equipes conferindo o "time-slip" oferecido pela cronometragem da Produpark
E toda a equipe do autódromo de Tarumã, que mantém um autódromo que é o templo do automobilismo no RS sem mágicas, mas sim com trabalho.

De cima da ponte ele diz se arranca ou não - mais um trabalhando para que a competição aconteça

Valeu todo mundo!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ND9 no Jalopnik Brasil



Confira a chamada que saiu sobre a ND9 no Jalopnik Brasil, um dos maiores sites especializados em automóveis.


http://www.jalopnik.com.br/conteudo/ta-chegando-a-noite-do-desafio-n%c2%ba-9

Fica aqui também um agradecimento especial ao amigo Rafa, do run4fun e colaborador do Jalopnik, que nos apóia e que um dia desses vai terminar seu Fusca e vir correr aqui com a gente!

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