sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Desacreditados Racing
Você que tem acompanhado o blog aqui, sabe que o ritmo da construção do nosso Kadett não chega a ser frenético... Bem, na verdade a coisa anda tão letárgica que com certeza alguns já andam se perguntando se isso realmente vai chegar a algum lugar.
É ou não é?
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domingo, 4 de dezembro de 2011
Enfim, a vitória!
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| foto: www.orleijunior.com |
O sonho de todo piloto de arrancada é colocar as mãos em um carro vencedor. De nada adianta ser um exímio piloto, segurar o carro de lado com o pé no fundo ou zerar a reação. Para vencer é preciso sim um bom piloto, mas acelerando um bom carro.
Anderson da Luz Martins é um piloto que desde sua primeira participação nas ND, nunca foi à guerra de canivete. O carro de suas primeiras participações era um fusca AP turbo, enquadrado na categoria Turbo Traseira, mais pesado e com menos pneus do que seria ideal. Essa configuração lhe conferia muita força e pouca estabilidade, tornando o carro rápido, porém perigoso. Com este carro, o "Boca" conseguiu se colocar na final da ND7,contra o fusca do Pipino, mais leve, com mais pneus e pilotado com maestria pelo experiente Daniel Moresco.
O resultado foi que Anderson acabou tentando despejar mais potência do que a pista comportava naquele momento e seu fusca branco acabou de cara no barranco. Dos males o menor, pois além dos danos materiais, a única coisa que o Boca teve quebrado naquela noite, foi o orgulho.
Após o acidente, o piloto resolveu partir para um carro mais competitivo, mais leve, com pneus maiores. Um carro verdadeiramente de corridas. Tratava-se do fusca azul que, nas mãos de seu antigo piloto - Marcio Freitas - já havia vencido a ND3, batido o recorde de velocidade de 180 km/h nos 201m de Tarumã e arrecadado a maior premiação até hoje concedida de uma só vez nas ND: R$1700,00. Sem dúvida, uma máquina capaz de vencer corridas.
Anderson começou então a competir com o carro em diversas provas, andando sempre rápido. Até que chegou a ND8 e junto o favoritismo do fusca preparado pela 1PR. O carro era como sempre um dos mais rápidos, mas a vitória não passou nem perto. Ao volante da máquina mais malvada da 1PR, Anderson teve de assistir a outros pilotos da oficina, como Braulio Rocha avançarem nas finais.
Quando chegou a ND9, boca foi novamente o mais rápido dos treinos livres, mas a essa altura alguns já o consideravam um adversário desacreditado, pois apesar de ser sempre muito rápido, não estava conseguindo resultados. Ouvia-se também que o acidente poderia ter diminuído sua coragem para acelerar um fusca, ainda mais numa pista como Tarumã.
Conforme a ND9 se desenrolava, vários adversários fortes se destacavam naquela que viria a ser a prova mais competitiva da história da Associação Desafio, com 18 carros andando na casa dos 7 segundos ou menos, diversos deles nos 7 baixos e 4 carros andando nos 6 segundos. Se o Boca não tinha ganho até agora, dessa vez seria ainda mais difícil.
Mal começa o dia e o Pipino já coloca seu sinistro besouro negro na casa dos 6,4. Logo vem Fabio Andreis e acerta uma boa puxada com o Eclipse GSX, virando 6,7 e dando pinta de que melhora ainda mais. Diogo Silva com sua Audi S2 anda nos 6,5 e os colegas de equipe de Anderson, Bráulio Rocha e Fabricio Chicon apertam o da direita e conseguem excelentes tempos na casa de 7 segundos baixos, onde também anda Valdenir de Borba, o campeão do TOP16 da ND8.
Mais pressão para o Boca, que como sempre anda rápido e também consegue um tempo na casa de 6,4. Está bem classificado, mas será que aguenta o calor até o final?
Pipino sofre quebra no motor, a Audi tem um vazamento grande de água. Os dois estão fora.
Agora é Boca e Valdenir, Chevette contra Fusca, campeão contra desafiante. É pedreira logo de cara. Caio pinheirinho e os torcedores do fusca tremem: O Chevette de Valdenir sai bem na frente e não queima. Coloca o carro todo na frente do fusca. Más notícias! Mas duram pouco, pois a transmissão do chevrolet não aguenta. Valdenir sempre calmo fora do carro, lá dentro no calor da batalha faz gestos amplos e poucos tem dúvidas em relação ao que ele deve ter dito quando sentiu que estava na frente, mas quebrado. Boca segue na disputa.
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| fotos: www.orleijunior.com |
Mas ainda tem cachorro grande solto pela pista. Fabio Andreis arranca com seu Eclipse contra o Chevette de Fabricio Chicon e... Perde! O Chevette faz um tempo excelente, 7,0. Enquanto o Eclipse sofre com uma performance abaixo da média e entrega a vitória facilmente para o tubarãozinho azul.
No alinhamento está o belo fusca vermelho aspirado de Alexandre Martins. É aspirado, mas não é de brinquedo. Vem rodando constante na casa dos 7 baixos e pode surpreender. Ao seu lado está Bráulio Rocha, com o besouro prateado com rodas vermelhas, também correndo pela 1PR. Bráulio vem de um tempo mais baixo e quando arrancam, confirma o favoritismo. Pula na frente e sendo turbo há pouca chance para o aspirado pegar de alta. A menos que... Sim. Bráulio faz o que jamais fez numa final: Erra uma marcha e entrega a vaga para o oponente.
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| www.orleijunior.com |
Agora é semi-final, entre o tubarão azul do Chicon e um tal de fusca marrom... É um fusca cor e café com leite, rodas de ferro... Nunca ninguém havia visto ele por ali... Mas é um fusca de rua, à ar e querendo ou não, anda nos 7,5 e está na semi-final. Não convém descuidar...
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| foto: Ana Luisa Correa |
Para a 1PR não são boas notícias. Bráulio fora, Chicon fora, agora tudo está nas mãos do piloto do fusca azul. Mais pressão para o Boca!
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| foto: www.orleijunior.com |
Os momentos que antecedem a final entre os dois fuscas são quase surreais. Quem em sã consciência poderia sonhar que um fusquinha como aquele, que nem pneus de competição usava, com motor a ar e aparência de carro original, poderia dividir a pista em uma importante final com um fusca full-race como o do Boca?
Boca tinha a vantagem, mas é melhor não relaxar demais... O surpreendente fusca marrom é pilotado por Leonardo Betat, que também mal pode acreditar no que está acontecendo. Afinal, ele já tinha ganho o dia e caso seu oponente pisasse na bola, ele estaria lá mais uma vez, implacavelmente cravando mais um daqueles 7,5 que ninguém entendeu até agora de onde vinham.
Para um big dog, uma das coisas mais desmoralizantes é perder para um carro inferior. Numa final então, a derrota se torna histórica e inesquecível. Os carros alinham, o pinheirinho desce no modo Pro-Tree e Leonardo Betat toca o "fusca do vô" com vontade, pronto para qualquer deslize do piloto da 1PR, mas boca não fraqueja e ele não acontece. Anderson da Luz, arranca na frente e assim segue até o final.
É a grande vitória de um piloto que já estava desacreditado, mas tinha tudo para vencer. Finalmente sua hora chegou, justamente na competição mais difícil do ano, provando que pode vencer contra qualquer adversário.
Parabéns Boca, por garantir seu lugar no clube seleto dos vencedores de TOP16!
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sábado, 3 de dezembro de 2011
402m: ND9 - SHOW DOS PILOTOS
ND9 - SHOW DOS PILOTOS
Quando um piloto chora depois de uma vitória dura, desejada, quando sua equipe o carrega nos braços, quando seus adversários diretos ficam ate o fim e vem direto cumprimentar, é por que essa foi uma competição que valeu a pena vencer.
Essa é a imagem que vai ficar da ND9. O calor (mais de 50° ali na pista), a emoção, a disputa que até mais que vencer, os protagonistas não queriam perder!
Leia tudo em www.402m.com.br
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