terça-feira, 29 de setembro de 2009

E a estratégia?


Um pouco antes do Open Day, o 1320 mostrou um pouco sobre alguns competidores e seus planos para a competição. Como sempre, a declaração mais polêmica veio da equipe GSX, declarando que iria dominar a competição através de uma estratégia infalível: Rafael Andreis, o Nene iria pegar a pilotagem do GSX Stock para fazer mais pontos no campeonato e Fabio Andreis, o Gringo, iria andar com o GSX Street, com o objetivo de ganhar a classe 11 e barrar os seus principais competidores da bonificação de classe.

Inclusive fizemos uma enquete aqui no 1320 onde oferecemos 3 opções:

1- A estratégia será um sucesso
2- A estratégia terá sucesso parcial
3- Vai dar tudo errado

A maioria absoluta dos votantes escolheu a opção 2, em segundo lugar ficou a opção 1 e em terceiro lugar ficou a terceira opção. Concluímos assim que os gringos estão com um conceito relativamente bom na casa, mas apesar de tudo, não estão com essa bola toda entre os leitores do 1320!

Brincadeiras a parte, sabemos que a história toda mudou quando o Velopark decidiu fazer o Open Day em conjunto com o gaúcho-brasileiro, inviabilizando a etapa da AD. Logo, não havia mais a necessidade de estratégia para o campeonato e a única competição restante foi o TOP16, organizado dessa vez pelo Velopark e não pela AD.

Cada irmão correu em seu próprio carro e nessa, o Nene levou a melhor! O GSX Street vem se mostrando constante nas pistas e conseguiu vencer o seu segundo TOP16. Já o GSX Stock não foi muito bem, com problemas no motor novamente não pode competir.

Então os leitores que apostaram na opção 2, não podiam estar mais certos! Parabéns Nene, por mais essa vitória!

domingo, 27 de setembro de 2009

TOP16: Disputa nos 11 altos.


Após sucessivas trocas de data, dia 19 de setembro foi realizado o Open Day do Velopark, na mesma data do campeonato gaúcho e brasileiro de arrancada. Parece que esse arranjo foi feito pelos organizadores com o objetivo de reduzir os custos do brasileiro e gaúcho, que já acontecem em conjunto.

Apesar do aporte de participantes oriundos das competições federadas cujos treinos estavam ocorrendo no sábado, o Open Day teve menos inscritos do que o usual, mas ainda assim esteve equilibrado em número de inscrições com o brasileiro-gaúcho.

O narrador habitual, Ademir "Perna" Moreira foi substituído por Guto. Guto sendo um novato, não conhecia bem o sistema do Open Day e nem os competidores, dando grande ênfase para carros de performance mais comum e não dando atenção aos carros mais rápidos. Outra reclamação recorrente foi sobre informações erradas passadas através dos alto-falantes, que confundiam o público.

Houve reclamações até sobre entusiasmo exagerado fora de contexto, mas supõe-se que isso possa ser tolerado como uma forma de tentar passar alguma emoção ao público, ou ainda como o "estilo" do narrador, talvez seguindo o exemplo do Pepe Locutor, cuja marcas registradas são a pouca atenção dispensada aos resultados finais das provas e os gritos muitas vezes exagerados de "RÉÉÉÉÉCORDE!" quando um competidor consegue bater a melhor marca da categoria.

Mas "estilos" a parte, conhecimento sobre o sistema da competição e sobre os competidores é crucial para qualquer narrador que queira ter seu trabalho reconhecido pelo público e pelos pilotos.

O evento ocorreu com folga suficiente para que alguns participantes pudessem dar muitas puxadas, como Tiago Rech de Caxias do Sul, que conseguiu dar 21 puxadas com seu Kadett, feito que ninguém ainda tinha conseguido em um Open Day. Diversos outros competidores também aproveitaram o movimento menor do evento para darem mais de 15 puxadas na pista do Velopark.

As condições da pista no entanto, segundo relatos dos pilotos, parecem ter sido afetadas pelas chuvas nos dias anteriores, reduzindo a efetividade do tratamento com VHT. Outro problema climático que pareceu interferir foi o vento, que soprava forte e no sentido contrário dos carros.

A competição seguiu seu padrão normal, mas sem o bracket. O TOP16 não foi organizado dessa vez pela AD e sim pelo Velopark, que modificou-o, instituindo uma final por melhor de três, que não faz parte do sistema original da competição idealizado pela AD.

Dentro da pista, os pilotos deram o melhor de si, mas não foi um bom dia para baixar tempos e certamente não foi o Open dos 10 segundos que todos esperavam.

Dentre os participantes mais esperados, RaFASTra e seu Astra 888 fizeram bonito, apesar das condições ruins da pista: Rafa virou o melhor tempo do Open com 11,2 a 223km/h, com direito a parcial 300-402m de 1,6 segundos, mostrando a força dos upgrades realizados para essa etapa. Mas potência em alta não é o suficiente para vencer corridas e Rafa Pires foi vencido pelo Dodge blower de Rildo Schmidt, que virou bons tempos na casa dos 11,9. Rafastra errou segunda e o Dodge foi adiante no TOP16.

RaFASTra e seu 888: O carro mais rápido, mas não foi dessa vez.

Alexandre Kroeff também esteve presente, agora com pneus drag com DOT, os permitidos pela categoria TO, na qual o Maverick de Kroeff está enquadrado. Seu tempo melhorou um décimo, conseguindo rodar na casa dos 11,8, mas foi eliminado por Deme Coradi no TOP16.

Alexandre Kroeff e seu V8 aspirado pararam no Corsa turbo de Deme Coradi

Deme e seu corsa também estiveram lá, mas seus tempos, como os da maioria dos participantes, ficaram acima do usual. Deme virou tempos na casa dos 11 altos e foi eliminado pelo Eclipse street dos irmãos Andreis no TOP16.

Deme foi até a semi-final, onde parou no Eclipse de "Nene" Andreis

Para aqueles que estavam curiosos com a estratégia dos irmãos, deu a lógica do Open Day: O Eclipse street apesar de mais lento que o Eclipse Stock, foi confiável e constante, chegando até a final e vencendo a disputa contra o Passat turbo de Élcio Graeff.

Tempos na casa dos 12 e uma dose de sorte contribuíram para que Élcio Graeff levasse seu passat DT-B para a final.

Rildo Schmidt melhorou muito os tempos de seu Dodge com os pneus drag, mas perdeu a semi para o Passat de Graeff, quando rompeu a correia do blower.

Já o Eclipse GSX Stock teve problemas mais uma vez com o virabrequim e ficou impossibilitado de correr. Seu teórico adversário, o Calibra turbo de Anderson Dick não competiu no TOP16, preferindo correr na categoria SFL, ou "Super Força Livre", pelo brasileiro-gaúcho.

Os grandes vitoriosos do dia foram os irmãos Andreis, com destaque para Rafael "Nene" Andreis, que levou o Eclipse street até a final do TOP16 mesmo com os habituais problemas: Vazamento de água no cabeçote e acionamento da embreagem, somados ainda a um coletor de escapamento trincado na válvula de alívio, o que limitava a pressão máxima do turbo, ao mesmo tempo que apresentava o risco de desprender a válvula fazendo com que o carro perdesse totalmente o auxílio do turbo.

Tendo que segurar o freio de mão na hora do alinhamento para evitar a queima, em função dos problemas de embreagem e lutando com a pressão de turbo baixa e o superaquecimento do motor, Nene pegou uma dureza na semi-final, contra Deme Coradi e seu Corsa turbo. Nene largou muito bem, estabelecendo uma vantagem segura e parecia que tudo ia bem, até que errou uma marcha! O Corsa engoliu um bom pedaço da distância, mas Nene conseguiu se recuperar e manter a liderança, já que o corsa acabou tendo problemas mecânicos no trecho final. Fabio "Gringo" Andreis calcula, baseado no tempo do GSX de 11,7 dessa puxada, que o erro custou ao Nene o melhor resultado do dia para o carro.



Rafael Andreis vence Deme Coradi. O placar indica um tempo errado para o Mitsu, numa das raras falhas da cronometragem do Velopark.

Como no TOP16 não é o recorde quem manda, apesar do tropeço o GSX street passou adiante para pegar o Passat de Graeff, que ganhou a vitória na semi graças ao rompimento da correia do blower do Dodge de Rildo Schmidt. Graeff havia tido sorte também na puxada anterior contra o Opala de competição de Ario Sabbi, devido a problemas mecanicos no Opala.

Ario Sabbi trouxe seu Opala aspirado de competição da categoria TS. Com problemas mecânicos, foi barrado pelo Passat de Graeff.

Constante nos 12 médios e com melhor tempo de 12,0, Graeff até tinha chances de vitória, apesar da final melhor de 3 trabalhar contra ele nesse caso. Mas no caso, não foi o caso. Nene aproveitou a superioridade da performance do Eclipse de rua sobre o passat DT-B para vencer logo as duas primeiras puxadas, sem erros.

Na vitória não houve a entrega do troféu da AD, apenas um prêmio de R$ 500,00, que representa um valor simbólico frente ao investimento dos competidores nos carros, mas que com certeza é melhor do que nada.

Com esse resultado, Rafael Andreis alcança Sérgio Fontes na contagem de TOP16, sendo dois para cada um e um para Deme Coradi.

Rafael Andreis, o Campeão do dia.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Conexão Coruja



Aqui vai mais um texto retirado do www.corujadobox.blogspot.com:

Imorrível


Cada vez mais, me surpreendo com a força da arrancada, por mais que as pessoas responsáveis por ela "tentem" destrui-la, não conseguem, e olha que não é por falta de esforço, se a arrancada está indo pro fundo do poço, é porque está sendo arrastada por quem deveria ergue-la.

Para um evento de arrancada ocorrer, existem alguns fatores que precisam ser levados em conta, é preciso ter data, local, participantes e público.

Datas;
Desde que me conheço por gente todo o mês tem no mínimo 8 dias perfeitos para a realização de provas de arrancada, 4 sábados e 4 domingos, não sei se antigamente era assim também, talvez o pessoal não tenha se ligado ainda no tal do calendário, novidades demoram um pouco pra pegar.

Locais;
O RS tem algumas pistas; umas ruins, umas boas, umas meia boca, e umas excelentes ou seja, pistas para todos os gostos, inclusive ai pelo interior tem umas que são ideais para quem gosta de viver fortes emoções.

Tarumã
Santa Cruz
Guaporé
Frederico Westfhalen
Complexo Cultural de Porto Alegre
Velopark
Entre outras menos conhecidas.

Participantes;
O número de carros e pessoas dispostas a participar é imenso, quase incontável, desde que não sejam afugentados por regulamentos "repelentes", pela burocracia e ou pela ganância de quem deveria trabalhar para o esporte ser mais forte.

Público;
Se o evento for bom, o público comparece, e se tratando de arrancada, evento bom é aquele evento onde vários carros se enfrentam, onde os pegas não param, onde há rivalidade, só isso.

Parece simples? Só parece, por que o ser humano consegue complicar tudo.

Sinceramente não vejo dificuldades para termos provas todos os finais de semana, a única razão aceita para a não realização é a ocorrência de chuva, o resto é incompetência mesmo, São 8 datas possíveis todo mês, eu disse O I T O.

Mas não é só isso, no mundo da arrancada acontecem muitas coisas bizarras, como por exemplo, não poder fazer uma prova na grande Porto Alegre porque terá prova em Guaporé ou vice-versa, fazendo uma analogia com o bom e velho futebol, imagine que quarta-feira o Ypiranga não vai poder jogar em Erechim porque tem jogo do Esportivo em Bento Gonçalves. Pois é, prova de arrancada é como as olimpiadas, tem que parar todo o mundo do esporte para ela poder ocorrer.

Isso também me remete a uma cena de futebol de fim de semana, onde o zagueiro gordinho procura marcar o atacante barrigudo para que nenhum dos dois precise correr muito.
Por favor, concorrência é saudável, quem fizer o melhor evento vence.
A coisa está tão feia que concorrentes estão fazendo acordos de cavalheiros por que um tem medo do outro. No meu ramo nunca ninguém teve "peninha" de mim, sempre tem alguém querendo me "patrolar", e eu procuro devolver na mesma moeda.

E os participantes? Os participantes somem das provas porque tem medo da burocracia, isso mesmo burocracia, muitas vezes novatos até tentam, mas não conseguem se iniciar no esporte.

Mas porque não conseguem?

Bom, vou novamente usar as analogias futebolisticas,
Imagine que sua turma de amigos resolve alugar uma quadra de futebol 7 para bater uma bolinha despretenciosa;

Afinal a maioria não joga nada e tem só um ou dois que são bons de verdade, vocês querem se divertir, só isso.

Vocês entram no ginásio pela primeira vez na vida e são informados que precisam passar no guiche da CBF para se inscreverem como jogadores profissionais e a taxa custa muuuuito mais do que deveria, lembrando que vocês NUNCA jogaram.

Mas, como vocês estão muito afim de jogar e tem condições financeiras, vocês pagam a taxa e viram profissionais como num passe de mágica.

Então tá resolvido? Vamos jogar?

Não, nada resolvido, agora vem a parte da vistoria do equipamento, para ver se as bolas que vocês vão usar são homologadas pela FIFA, se as caneleiras estão no prazo de validade, se a chuteira é nacional ou importada, bom depois de tudo isso você e seus 13 amigos acham que estão liberados para jogar,

Que nada;

O vestiário é só para os peladeiros profissionais, que na maioria das vezes jogam muito pior que vocês, mas já compraram a carteira a mais tempo. Vocês vão ter que se trocar na quadra mesmo.

Pronto agora os 14 "atletas" devidamente fardados estão prontos para jogar, Certo?

Errado, agora os 14 jogadores vão ser divididos em categorias, em vez de termos um jogo legal com 14 participantes, teremos 5 jogos patéticos divididos da seguinte forma:

Teremos um jogo entre 2 barrigudos, categoria H.A.A.D.P (homem adulto acima do peso)

Outro entre 4 solteiros, categoria H.A.S.E (homem adulto sem esposa)

Mais um com os 3 que tem mais de 50 anos, categoria H.A.C.I.A (homem adulto com idade avançada)

Outra com os 2 que estão bebados, categoria H.C.F.D.O (homem completamente fora de orbita)

E por último um jogo entre os 3 adolescentes da turma, porque afinal de contas não é justo eles jogarem com os outros, por que eles correm muito. categoria G.L.C.T.G (guri louco com todo gas)

Você acha que se pra jogar na quadra de futebol sete fosse tão complicado, alguém ia deixar de jogar na pracinha?

Com certeza as quadras estariam as moscas.

Jogo de amadores não pode ser tratado como jogo de Copa do Mundo.
Assim como a arrancada amdora não precisa de burocracia, precisa é ser simples e atrativa.


PS: Ia me esquecendo do público;

E o público?

Bom, o público achou um saco e foi embora pra não voltar tão cedo.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Troca de data do Open, novamente.

Em função das previsões de chuva para o final de semana, o Velopark optou, apesar de já ter divulgado a prova em seu site, mudar a data. Esse é o segundo adiamento dessa prova, que já estava atrasada em função das obras para o circuito.

Agora a prova está marcada para o dia 19 de setembro, juntamente com o campeonato gaúcho e brasileiro. Fica a dúvida para saber se a prova será válida pela AD, sendo que por duas vezes já ocorreram conflitos quando as provas da AD e o campeonato gaúcho foram realizados em conjunto.

Aguardem mais informações aqui no 1320.

Últimas notícias para o Open


Velopark:

Apesar das previsões indicando possibilidade de chuva, o Velopark divulgou ontem (08/11) a realização do Open, com abertura da pista as 10:00, início das classificatórias as 13:30, finais por classe de tempo as 16:30 e na sequência o bracket racing e TOP 16 AD, programado para as 18:00.

Confira clicando aqui.

Tempo:

De acordo com o site www.brweather.com, o clima na região metropolitana de Porto Alegre no sábado, dia 12 de setembro será relativamente ameno, com mínima de 13 e máxima de 18 graus, pouco vento, porém sujeito a pancadas de chuva, com 60% de chance de precipitação e umidade de 87%. O por do sol deverá ocorrer as 18:16 e novamente o TOP16 será realizado a noite. Contudo, as previsões para domingo e segunda são mais otimistas, inclusive com sol. Só nos resta torcer para que o tempo bom chegue um pouquinho antes.

Mais uma baixa:

Além de Deme Coradi, o Corsa mais rápido do Brasil, que já tinha avisado que não poderia participar da prova por conta de compromissos pessoais, o famoso Calibra de Anderson Dick que compete na categoria Import também deverá ficar fora, devido a uma quebra na última Copa Brasil, ocorrida no dia 23/08.

Com mais essa baixa no time, os torcedores da marca GM só poderão contar com o Astra 888 de Rafael "RaFASTra" Pires para representá-los no grupo de elite que deverá tentar os 10 segundos na próxima prova.

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